08:42 31 Maio 2020
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    Moscou considera irresponsável a política dos EUA em relação à Venezuela, já que Washington provoca deterioração da situação socioeconômica do país, declarou o diretor do Departamento Latino-Americano da chancelaria russa, Aleksandr Schetinin.

    Segundo disse em entrevista à Sputnik, são as sanções dos EUA que provocaram em muitos aspectos problemas econômicos nesta república sul-americana.

    "A nosso ver, a política dos EUA em relação à Venezuela é bastante destrutiva e irracional. De fato, o que os nossos colegas norte-americanos demonstram? Em primeiro lugar, não creem na vitória da oposição. Assim eles estragam muito a imagem da oposição", afirmou Schetinin.

    "Em segundo lugar, em meio a isso, optaram pelo rumo da provocação — talvez, pensam ser dirigível, embora essa 'governança' possua limites não remotos — caos e deterioração provocada da situação socioeconômica do país. Provocação de falta de dinheiro, crise alimentícia, de medicamentos etc. De fato, incentivam grande descontentamento da população e motins", acrescentou.

    Conforme o diplomata, isso não corresponde à política responsável das forças governamentais porque é "tentativa de resolver suas tarefas internacionais através da deterioração da vida de venezuelanos comuns".

    Anteriormente, o presidente norte-americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que proíbe cidadãos e pessoas jurídicas dos EUA de realizar quaisquer operações com criptomoedas venezuelanas, e o Departamento do Tesouro norte-americano incluiu quatro funcionários atuais e antigos da Venezuela na lista das sanções.

    Além do mais, EUA reiteraram inúmeras vezes que não excluem aplicação de novas sanções contra este país latino-americano, incluindo no setor petrolífero, em particular na venda do petróleo e processamento de produtos petrolíferos.

    As eleições na Venezuela estão marcadas para 20 de maio. Cinco candidatos esperam assumir presidência do país, dentre eles o presidente atual, Nicolás Maduro.

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    Tags:
    criptomoedas, petróleo, sanções, Donald Trump, Nicolas Maduro, Venezuela, Rússia, EUA
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