23:14 23 Janeiro 2020
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    As nações do G7 deveriam estar fazendo perguntas incômodas em Londres, em vez de sondarem Moscou sobre as circunstâncias do envenenamento do ex-agente duplo russo Sergei Skripal, de acordo com o chefe do Comitê da Câmara Alta para as Relações Internacionais da Rússia.

    "As nações membros do G7 devem fazer perguntas urgentes sobre Salisbury, mas devem perguntar a Londres em vez de a Moscou. Lá eles sabem tudo. Por que os animais foram cremados? Por que eles continuam escondendo Yulia Skripal? Por que eles não permitem que a prima a veja? Como as pessoas envenenadas com uma arma química podem ficar bem? Todas as perguntas do G7 estão sendo enviadas para o endereço errado", escreveu o senador Aleksei Pushkov no Twitter nesta terça-feira.

    O comentário foi feito logo depois que ministros de Relações Exteriores dos países do "Grupo dos Sete" divulgaram uma declaração em que apoiavam as declarações da Grã-Bretanha sobre a suposta responsabilidade da Rússia pelo incidente envolvendo o ex-espião e sua filha Yulia Skripal.

    No final de março, pai e filha teriam sido encontrados em estado crítico na cidade britânica de Salisbury. Autoridades locais quase imediatamente anunciaram que haviam sido envenenadas com o agente nervoso Novichok [substância A-234], desenvolvido na Rússia durante a Guerra Fria. No entanto, os serviços especiais britânicos não divulgaram nenhuma evidência concreta para respaldar as acusações.

    A Rússia negou repetidamente qualquer envolvimento no envenenamento, apontando para a falta de evidências fornecidas por Londres para fundamentar suas acusações. Procurou amostras da substância química usada para análise. A Rússia ofereceu-se para participar de uma investigação conjunta de acordo com a lei internacional, mas até agora esta oferta foi rejeitada.

    Com o avanço da situação, a imprensa britânica informou que as vítimas estavam melhorando e que Yulia Skripal já havia recebido alta do hospital. No entanto, a mulher não contatou pessoalmente a imprensa ou diplomatas russos, e sua prima, que tentou ir ao Reino Unido para ver seus parentes, foi impedida de obter um visto de entrada sem qualquer explicação.

    Algum tempo depois do incidente, a mídia britânica informou que, enquanto os Skripals estavam doentes, seus animais de estimação morreram em sua casa e a polícia rapidamente descartou os corpos, mesmo que a análise dos animais pudesse lançar alguma luz sobre os detalhes do envenenamento.

    No último final de semana, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse a repórteres que um laboratório suíço contratado pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) detectou a presença de outro agente nervoso, BZ, em uma amostra do Reino Unido. Lavrov afirmou que o BZ foi desenvolvido pelos Estados Unidos na década de 1950.

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    Tags:
    diplomacia, armas químicas, ataque químico, A-234, Novichok, BZ, Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), G7, Sergei Lavrov, Yulia Skripal, Sergei Skripal, Aleksei Pushkov, Salisbury, Reino Unido, Rússia
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