01:00 23 Abril 2018
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    Membros da Al-Qaeda posam para foto com os rostos cobertos

    Fusão entre Daesh e Al-Qaeda pode gerar grupo capaz de produzir armas químicas

    © East News / Pacific Press
    Rússia
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    O Daesh e a Al-Qaeda podem se unir em uma única e nova rede terrorista, disse o diretor do FSB e chefe do Comitê Nacional Anti-Terrorista, Aleksandr Bortnikov, na última quarta-feira. Este novo grupo teria células em todo o mundo e seria capaz de produzir armas químicas.

    "Tal organização teria células adormecidas e ativas em muitos países ao redor do mundo com considerável experiência na condução de ações militares e subversivas em condições de campo e cidade, tecnologias e infraestrutura para produzir armas químicas reais e não falsas", avaliou.

    O aviso sombrio foi emitido na 7ª Conferência de Moscou sobre Segurança Internacional.

    O perigo do Daesh, que já deteve vastas partes do Iraque e da Síria, ainda não deve ser subestimado, já que metade dos mais de 1.600 ataques terroristas em todo o mundo está ligada ao grupo anualmente, acrescentou Bortnikov.

    Os ataques resultaram em mais de 150.000 mortes desde o surgimento do grupo terrorista em 2014, e mais de 33.000 pessoas foram mortas ou feridas apenas no ano passado.

    Enquanto isso, os extremistas usam a divisão entre as potências mundiais para seus objetivos e isso permite que eles existam. A ameaça terrorista global, no entanto, não pode ser eliminada pelos esforços locais, mas exige uma abordagem conjunta para cumprir a tarefa, disse o chefe do FSB.

    Mais cedo, o enviado russo à OTAN Aleksandr Grushko alertou que a segurança internacional sofre com as tentativas de isolar a Rússia, já que tentar criar "refúgios seguros isolados" é algo que está condenado ao fracasso.

    Essas advertências foram repetidas pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres — também presente na conferência —, que disse que "nenhum Estado pode resolver este problema [terrorismo] sozinho".

    As duas notórias facções terroristas são rivais há algum tempo, apesar de o Daesh ter sido afiliado à Al-Qaeda. Em um ponto, a facção uma vez liderada por Osama Bin Laden atacou o Daesh por suas ações, criticando-o pela maneira como recrutam pessoas e as usam contra a Al-Qaeda.

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    Tags:
    extremismo islâmico, lobo solitário, violência, terrorismo, ONU, Daesh, Al-Qaeda, Serviço Federal de Segurança (FSB), Antonio Guterres, Aleksandr Bortnikov, Oriente Médio, Rússia
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