20:46 18 Setembro 2018
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    Sede eleitoral do candidato Vladimir Putin na noite da contagem dos votos, em 18 de março de 2018

    Vladimir Putin lidera com maioria esmagadora após apuração de 50% dos votos

    © Sputnik / Ramil Sitdikov
    Rússia
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    O Centro de Informações da Comissão Central Eleitoral da Rússia, que está proporcionando as informações em tempo real, comunica que, após a contagem de 50% das cédulas, o candidato e atual presidente da Rússia, Vladimir Putin, ganha o apoio de 75,01% dos eleitores.

    Após discursar na Praça Manezhnaya e agradecer a seus apoiadores, Vladimir Putin chegou à sua sede eleitoral em pleno coração de Moscou para partilhar suas impressões dos resultados preliminares e responder a perguntas de jornalistas.

    Ao responder por que ele disfruta de um apoio tão alto entre os cidadãos russos, Putin disse que "a Rússia precisa de um avanço, de um ímpeto, e nós podemos fazê-lo".

    De acordo com o presidente, no processo de desenvolvimento do país, diferentes forças políticas devem se nortear pelos interesses de escala nacional e não os "de clãs".

    O atual presidente também agradeceu à sua sede eleitoral pelo trabalho durante as eleições.

    "É absolutamente evidente que sem seu apoio direto, tão profissional e sincero, os resultados poderiam ter sido completamente outros. Por isso, quero agradecer, claro, a todos os eleitores que votaram em mim", manifestou.

    "Nesse respeito, é muito importante unir os esforços de todas as pessoas independentemente daquilo em qual candidato concreto o povo votou. Por quê? Porque estamos enfrentando tarefas muito difíceis e complicadas, e precisamos não apenas resolvê-las, como sempre de modo normal, mas devemos realizar, o que já disse em mensagem [à Assembleia Federal da Rússia], um avanço, um ímpeto, podemos fazê-lo, temos todos os motivos para pensar assim e alcançar tal resultado", afirmou Putin.

    O candidato também não evitou discutir a agenda internacional, comentando inclusive o recente escândalo diplomático com o Reino Unido.

    "No que se trata da tragédia da qual falou, eu descobri sobre ela na mídia. A primeira coisa que vem à cabeça é que, se tivesse sido uma substância tóxica para fins militares, as pessoas teriam morrido em instantes. É um fato evidente, devemos entendê-lo", disse.Além do mais, um jornalista perguntou a Putin se Moscou planeja aplicar medidas de retaliação em resposta às ações das autoridades ucranianas que proibiram cidadãos russos de votar nas missões diplomáticas no território ucraniano.

    "Trata-se de uma ação indecente, uma violação de todas as normas comuns de direito internacional… A Rússia não vai responder com nada. Para nós, o povo ucraniano é um povo irmão, já falei isso", explicou.

    "A Rússia não dispõe de tais substâncias, eliminamos todas as nossas armas químicas sob o controle de observadores internacionais. Vale ressaltar que fomos os primeiros a fazê-lo, ao contrário dos nossos parceiros que prometeram mas, infelizmente, não cumpriram até hoje", acrescentou.

    O político observou que considerar a Rússia como envolvida neste envenenamento é algo que não tem lógica absolutamente nenhuma.

    "Acho que qualquer pessoa racional entende ser uma besteira total, idiotice e um absurdo a [hipótese de que] alguém na Rússia se atreveria a realizar tais provocações nas vésperas das eleições presidenciais e da Copa do Mundo. Não dá para imaginar", manifestou.

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    Tags:
    eleições, Vladimir Putin, Rússia
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