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    September 4, 2016. Russian President Vladimir Putin and British Prime Minister Theresa May during a meeting held as part of the G20 Summit in Hangzhou.

    Putin está 'extremamente preocupado' com a posição do Reino Unido no caso Skripal

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    Rússia
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    Envenenamento de ex-espião russo (99)
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    Em sua primeira reação pública ao envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que estava "extremamente preocupado" com a posição "destrutiva e provocativa" do Reino Unido, de acordo com um porta-voz do Kremlin.

    Uma "discussão detalhada" da crise atual nas relações entre a Rússia e o Reino Unido foi realizada quando Putin se reuniu na quinta-feira com altos funcionários do governo russo, militares e serviços de segurança, disse o secretário de imprensa da presidência, Dmitry Peskov.

    "A preocupação extrema foi expressada [por Putin] sobre a posição destrutiva e provocativa tomada pelo lado britânico", acrescentou o porta-voz.

    Foi a primeira reação pública de Putin desde que o Reino Unido anunciou medidas contra Moscou na quarta-feira. Acusando a Rússia de usar uma arma química em solo britânico, a primeira-ministra Theresa May disse que o Reino Unido estava expulsando 23 diplomatas, limitando os laços e congelando os ativos do Estado russo no país.

    Troca de farpas

    A premiê britânica chegou a atacar a Rússia com um ultimato, exigindo uma explicação sobre o que aconteceu com Skripal. Moscou rejeitou a demanda, dizendo que só estava em cooperação se a Rússia fosse tratada como um parceiro igual na apuração. No entanto, todos os pedidos oficiais de provas foram ignorados por Londres.

    O Reino Unido, entretanto, arrastou a questão para o Conselho de Segurança da ONU, onde o enviado russo Vassily Nebenzya enfatizou que Moscou não tem "nada a esconder". Ele disse que o Reino Unido estava mais interessado em travar a "guerra propagandista" do que encontrar a verdade no caso Skripal.

    Depois que Moscou disse que expulsará os diplomatas do Reino Unido como uma resposta espelhada, o Parlamento britânico criticou, com o deputado trabalhista Chris Leslie dizendo que a Rússia estava "parecendo cada vez mais um Estado desonesto" e pedindo que seus direitos no Conselho de Segurança da ONU fossem limitados.

    Outras sugestões extremas incluíram a expulsão do embaixador da Rússia no Reino Unido, Alexander Yakovenko, a expansão do Serviço Mundial da BBC para combater a "desinformação e propaganda russas", e reavaliar os casos de mortes de espiões anteriores que datam de décadas.

    O secretário de Defesa do Reino Unido, Gavin Williamson, disse na quinta-feira que a Rússia "deveria desaparecer e calar a boca" quando perguntado sobre possíveis contramedidas russas às sanções. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que o comentário não-diplomático significava que as autoridades britânicas estavam nervosas e tinham "algo a esconder", enquanto os usuários do Twitter criticavam Williamson por ser infantil.

    O ex-agente russo Sergei Skripal e sua filha Yulia permanecem em condição crítica, mas estáveis depois de serem descobertos caídos em um banco em Salisbury no início de março. As autoridades do Reino Unido afirmam que um agente nervoso da era soviética chamado Novichok foi usado no ataque.

    A Rússia rejeitou as acusações britânicas e prometeu retaliar as restrições britânicas planejadas.

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    Tags:
    diplomacia, retaliação, ameaça, relações bilaterais, envenenamento, diplomatas, Kremlin, ONU, Yulia Skripal, Sergei Skripal, Gavin Williamson, Theresa May, Dmitry Peskov, Vladimir Putin, Reino Unido, Rússia
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