08:06 14 Dezembro 2019
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    German Vice Chancellor Sigmar Gabriel

    'Temos outras prioridades': ministro alemão pede que EUA acabem com sanções contra Rússia

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    Os Estados Unidos não devem buscar mais confrontações com a Rússia, disse o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel. Ele acrescentou que seu país está, pelo contrário, interessado em desenvolver a cooperação com Moscou.

    "Uma discussão […] nos EUA [sobre a política em relação à Rússia e particularmente sobre as sanções anti-russas] não deve ser realizada de forma a levar a um maior confronto com a Rússia", disse o ministro, conversando com a RT durante o 10º Fórum Russo-Germânico de Recursos em São Petersburgo.

    De acordo com Gabriel, a Alemanha tem interesses fundamentalmente diferentes nas relações com a Rússia e está focada no desenvolvimento de um diálogo com Moscou.

    "Apesar de algumas diferenças políticas, particularmente as que dizem respeito à Crimeia e à situação na Ucrânia oriental, ambos os lados [Rússia e Alemanha] têm interesse genuíno no desenvolvimento da cooperação nos campos da economia, da política e da cultura", comentou Gabriel aos jornalistas.

    O ministro alemão também disse que "chegou o momento certo para fortalecer nossa parceria econômica", acrescentando que já existem "inúmeras formas de diálogo" entre os dois países.

    Gabriel explicou que a Alemanha tenta "deixar claro para os EUA" que é hora de resolver o conflito ucraniano. Ele continuou dizendo que a Alemanha quer ver um cessar-fogo duradouro na Ucrânia que permita que o processo de transição política previsto pelos Acordos de Minsk funcione adequadamente.

    Alcançar a paz na Ucrânia permitiria "finalmente levantar" as sanções anti-russas, disse Gabriel, acrescentando que este é o objetivo que o governo alemão persegue em sua política. Ele também disse que Berlim está trabalhando para chegar a este ponto em Washington.

    Prejuízos

    Um estudo do Instituto Austríaco de Pesquisa Econômica (WIFO), publicado em outubro, mostrou que as sanções econômicas que a União Europeia (UE) impôs contra a Rússia custaram aos membros do bloco bilhões de euros. Um mês antes, o Relator Especial da ONU, Idriss Jazairy, disse que a UE vem perdendo pelo menos US$ 3,2 bilhões todos os meses devido às sanções anti-russas.

    Entretanto, os EUA continuam a pressionar por novas penalidades a serem impostas contra a Rússia. Neste ano, ambas o Congresso dos EUA votou com maiorias à prova de veto para aprovar o projeto de lei que busca punir a Rússia sobre uma série de "transgressões" percebidas pelos americanos, incluindo o apoio ao governo sírio, suposto apoio aos rebeldes na Ucrânia, bem como a adesão da Crimeia à Rússia e a intromissão de Moscou nas eleições dos EUA no ano passado.

    A questão das sanções já se tornou uma pedra no sapato das relações entre os EUA e a Europa. Em agosto, o chefe da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse que a UE poderia apresentar uma resposta "adequada" apenas "em dias", se as sanções dos EUA prejudicassem os interesses das empresas europeias que trabalham com a Rússia. Anteriormente, Berlim e Viena criticaram as sanções, chamando-lhes um instrumento de busca de interesses econômicos americanos à custa da Europa.

    Na mesma época, a ministra alemã da Economia, Brigitte Zypries, pediu à Comissão Europeia que "estudasse as contramedidas" às sanções anti-russas dos EUA que afetam as empresas europeias. Ela até disse que a última rodada de sanções impostas pelos EUA é "contra o direito internacional".

    As sanções foram introduzidas em 2014, depois do suposto envolvimento da Rússia no conflito no leste da Ucrânia. As restrições da UE visavam os setores financeiro, energético e de defesa da Rússia, juntamente com alguns funcionários governamentais, empresários e figuras públicas.

    Moscou respondeu impondo um embargo sobre produtos agrícolas e alimentos e matérias-primas em países que aderiram às sanções anti-russas. Desde então, os lados têm repetidamente ampliado e estendido as medidas restritivas.

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    Tags:
    diplomacia, comércio, economia, guerra de sanções, sanções, União Europeia, Brigitte Zypries, Jean-Claude Juncker, Sigmar Gabriel, Europa, Estados Unidos, Rússia, Alemanha
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