23:14 21 Maio 2018
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    Arco ferroviário da ponte da Crimeia foi erguido e fixado

    Delegação da Noruega reconhece a legalidade da reintegração da Crimeia à Rússia

    © Sputnik / Aleksandr Polegenko
    Rússia
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    O chefe da delegação norueguesa na Crimeia, Hendrik Weber, afirmou à Sputnik que o seu objetivo, na qualidade de líder da missão, é estabelecer um diálogo produtivo entre a Rússia e a Noruega.

    "Minha esposa Mette e eu estivemos aqui [na Crimeia] no ano passado como membros de uma delegação alemã. Agora estamos chefiando a primeira delegação oficial norueguesa desde 2014. Buscamos estabelecer um bom diálogo entre a Rússia e a Noruega. Temos certeza que a Crimeia é membro legítimo da Federação da Rússia, e queremos mostrar isso com a nossa visita", disse Weber.

    A Crimeia foi reintegrada à Rússia em 2014, após a realização de um referendo, no qual mais de 90% dos residentes apoiaram a iniciativa. No entanto, a Ucrânia, a maioria dos países europeus e os Estados Unidos se recusaram a reconhecer os resultados do referendo e impuseram sanções à Rússia, incluindo restrições às atividades de empresas estrangeiras na península.

    Weber, diretor da construtora Betongrehab Vest, disse que, na opinião dele, "as sanções contra a população da Crimeia não fazem sentido" e deveriam ser suspensas.

    O empresário norueguês observou que a Crimeia mudou muito desde sua última visita, com novas estradas e outros projetos de infraestrutura em andamento.

    Weber disse que as empresas norueguesas podem encontrar opções de investimento interessantes na península, incluindo o turismo, grandes construções e a produção de energia.

    "Eu acho que o turismo é uma fonte de renda muito importante para a Crimeia. A paisagem e o Mar Negro são lindos e o clima é quente. Condições perfeitas para o turismo", disse Weber.

    A delegação, composta por 11 políticos e empresários noruegueses, mais dois legisladores alemães, iniciou sua visita de uma semana à península na quinta-feira passada.

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    Tags:
    delegação, sanções, Hendrik Weber, Noruega, Rússia, Crimeia
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