20:43 14 Dezembro 2017
Ouvir Rádio
    O presidente da República Tcheca, Milos Zeman

    Rússia poderia compensar a Ucrânia pela Crimeia, diz presidente tcheco

    © AP Photo/ Sergei Chuzavkov
    Rússia
    URL curta
    20125

    O presidente tcheco, Milos Zeman, disse nesta terça-feira que vê possibilidades para Moscou de compensar Kiev financeiramente ou com petróleo e gás pela perda da Crimeia após o referendo de 2014, que tratou da reunificação da península com a Rússia.

    "Se houver um diálogo entre a Rússia e a Ucrânia, penso e é apenas minha opinião pessoal que haveria alguma compensação pela Crimeia em forma financeira ou em forma natural — quero dizer, petróleo ou gás", disse Zeman.

    As relações de Moscou com o Ocidente deterioraram-se rapidamente após o referendo da Crimeia para voltar a fazer parte da Rússia em 2014, e a escalada da crise da Ucrânia no final desse ano.

    Os Estados Unidos e a União Europeia mostraram sua desaprovação sobre a alegada interferência russa nos assuntos ucranianos ao introduzirem várias rodadas de sanções anti-Rússia, apesar do fato de Moscou ter repetidamente refutado as alegações.

    Falando sobre as sanções, Zeman disse que tal política contra a Rússia só traz conseqüências negativas para ambas as partes.

    "Eu não discuto a justificativa das sanções, eu discuto a eficiência das sanções. Hoje, o jornal alemão Welt publicou o artigo que diz que a União Europeia perde com sanções, e praticamente não há danos para a Rússia. Eu devo dizer, é a estratégia perde-perde", disse Zeman.

    O presidente tcheco sugeriu que, em vez de sanções, a Rússia e os Estados membros da UE deveriam se envolver em "comunicações entre pessoas" em vários níveis.

    Mais:

    Amigos amigos, negócios à parte: Turquia não reconhece a reintegração da Crimeia à Rússia
    Deputada ucraniana diz que Rússia 'ocupa Crimeia com povos da Sibéria'
    Ponte da Crimeia receberá sistemas de defesa utilizados em instalações militares
    Tags:
    compensação, diplomacia, sanções, interferência, crise ucraniana, referendo, União Europeia, Milos Zeman, República Tcheca, Crimeia, Ucrânia, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik