20:13 25 Fevereiro 2018
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    Soldado com a bandeira da OTAN

    OTAN se prepara para cercar tropas russas durante exercício militar

    © REUTERS/ Ints Kalnins
    Rússia
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    Manobras perto da fronteira ocidental da Rússia (36)
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    Uma série exercícios militares russos de grande escala agendada por Moscou despertou a atenção da OTAN, que disse estar disposta a responder ao que classifica como "gestos ameaçadores" da Rússia.

    Uma série agendada de exercícios militares chamada Zapad 2017, obteve a atenção concentrada OTAN, que sugeriu manobras semelhantes do Ocidente para coincidir com os exercícios de setembro. O sinal verde para tal poderia criar uma situação perigosa envolvendo possíveis erros de cálculo militares, de acordo com Military.com.

    "Nós estaremos assistindo aos exercícios dos outros", disse o analista de segurança da Rede de Liderança Europeia Lukasz Kulesa, acrescentando: "então há sempre o risco de um incidente ou acidente".

    Tendo lugar principalmente na Bielorrússia, o último Zapad ocorreu em 2013. Embora funcionários da OTAN tenham calculado que o Zapad 2017 mobilizará 100 mil pessoas, o Kremlin anunciou que apenas 13 mil participarão das manobras de meados de setembro.

    A inteligência da OTAN afirma que a Rússia posicionará uma presença militar maciça no Báltico, motivo pelo qual o seu exercício Rapid Trident foi agendado para setembro de modo a coincidir com os do Kremlin.

    Os exercícios do Exército dos EUA de setembro terão lugar principalmente no oeste da Ucrânia, e cerca de 10 nações participarão, enquanto que, nos Balcãs, outras brigadas da OTAN realizarão exercícios simultâneos e monitorarão movimentos russos.

    A Escandinávia também verá uma presença militar aumentada dos EUA e da OTAN em setembro, uma vez que 20 mil soldados viajarão para a Suécia, juntamente com uma bateria de mísseis móveis Patriot dos EUA e uma unidade de tanques da Guarda Nacional.

    O movimento da OTAN para implementar exercícios militares generalizados em todo os Balcãs resultou em pedidos crescentes de calma na região.

    "É uma grande mudança desde 2009, 2010", reconheceu o ex-presidente da Estônia, Toomas Ilves, sobre a presença reforçada da OTAN, acrescentando que, anteriormente, "os aliados da OTAN estavam pressionando a não ter planos de contingência para os Balcãs e muito menos a presença de tropas".

    O Kremlin sempre afirmou que os exercícios do exército russo foram planejados há muito tempo, ocorrem regularmente e fazem parte dos programas ordinários de treinamento e preparação da força militar russa.

    Ao discutir o potencial de agressão russa durante os exercícios do Zapad, Frants Klintsevich, primeiro vice-presidente da Câmara Alta da Rússia disse à Sputnik que a Europa, os EUA e a OTAN não têm "nada com que se preocupar".

    "Eu só posso recomendar a liderança [da OTAN] evitar qualquer provocação durante o exercício", acrescentou Klintsevich.

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    Patriot, Rapid Trident, Zapad-2017, Military.com, Rede de Liderança Europeia, Exército dos EUA, Kremlin, OTAN, Toomas Ilves, Lukasz Kulesa, Frants Klintsevich, Escandinávia, Balcãs, Estados Unidos, Bielorrússia, Mar Báltico, Estônia, Europa, Suécia, Ucrânia, Rússia
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