12:23 25 Agosto 2019
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    'Infundadas': Rússia chama de 'hostis' novas sanções da UE e promete retaliar

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    Rússia
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    Siemens vs Crimeia (9)
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    A Rússia reagiu às novas sanções aprovadas pela União Europeia (UE) nesta sexta-feira contra o país, relacionadas ao escândalo das turbinas da Siemens, que foram transportadas à Crimeia, o que significa violação das sanções que tinham sido impostas anteriormente por Bruxelas.

    O Kremlin classificou como “hostis” as medidas.

    “A decisão de Bruxelas de incluir uma série de funcionários e empresas russas como uma medida de retaliação por suposta oferta ilegítima de turbinas a gás da Siemens para a Crimeia leva a um profundo pesar", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

    As pessoas inclusas nas sanções são o vice-ministro russo da Energia, Andrei Cherezov, o chefe de um departamento do ministério, Yevgeny Grabchak, e o diretor-geral da exportadora Tecnopromexport, Sergei Topor-Gilka.

    As empresas atingidas por sanções são a empresa que comprou as turbinas, o atual proprietário do maquinário, e uma empresa especializada na criação de usinas de energia na Crimeia.

    “Nós vemos esse passo, tomado pela iniciativa de Berlim, como hostil e infundado”, acrescentou o ministério, advertindo que “nos reservamos o direito de tomar medidas de retaliação”.

    Além disso, a pasta insistiu em que as sanções foram impostas por um “desacordo comercial” que havia sido “politizado com um grau absurdo”, destacando-se por culpa tanto da UE como de Berlim.

    “A responsabilidade por esta decisão, incluindo possíveis perdas econômicas para a Siemens e outras empresas alemãs e européias que trabalham na Rússia, reside completamente e totalmente com a UE e o governo alemão”, afirmou.

    No entanto, o Ministério das Relações Exteriores russo declarou o seu “interesse em preservar e desenvolver progressivamente a cooperação tanto com a Alemanha como com a UE”.

    Tema:
    Siemens vs Crimeia (9)

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    Tags:
    retaliação, política, diplomacia, sanções econômicas, Tecnopromexport, Siemens, União Europeia, Sergei Topor-Gilka, Yevgeny Grabchak, Andrei Cherezov, Alemanha, Rússia, Crimeia
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