02:44 20 Julho 2019
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    Gasoduto Nord Stream na Alemanha

    'Não deu para tirar Rússia do mercado energético europeu na década de 70 e não dará agora'

    © Sputnik / Grigory Sysoev
    Rússia
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    As intenções de expulsar a Rússia do mercado energético europeu já falharam na década de 70 e agora vão falhar também, disse à Sputnik o presidente da Câmara de Comércio dos EUA na Rússia (AmCham, na sigla em inglês), Alexis Rodzianko.

    "Para agora, o status de lei das sanções não obstaculizou o nosso trabalho de maneira alguma, bem como não influenciou nos negócios", disse.

    O economista assinalou que as sanções já existiam antes de serem lei, por isso de fato "nada mudou".

    O presidente americano, Donald Trump, promulgou nesta quarta-feira (2) a lei aprovada pelo Congresso dos EUA que endurece as sanções antirrussas por sua suposta interferência nas eleições nos EUA em 2016, acusação que Moscou rechaçou repetidas vezes.

    O documento permite que o chefe de Estado americano imponha restrições a pessoas e empresas que invistam, vendam, adquiram ou forneçam à Rússia serviços, tecnologias, informação ou apoio na construção de gasodutos e oleodutos destinados às exportações.

    Desta maneira, a lei americana deixa a porta aberta às sanções contra as empresas europeias por colaborar com Moscou no setor energético, particularmente no âmbito do projeto da Corrente do Norte 2 que prevê uma rede de tubos de gás com a capacidade de 55 bilhões de metros cúbicos anuais desde a costa russa até a Alemanha pelas profundezas do mar Báltico.

    Ao comentar tais sanções, vários especialistas expressaram que desta maneira os EUA buscam expulsar a Rússia do mercado energético da Europa.

    De acordo com Rodzianko, os intuitos de fazê-lo já fracassaram no século passado e evidentemente vão fracassar mais uma vez. Por isso, frisou o economista, esta "não é uma ideia nova".

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    Tags:
    economia de energia, Nord Stream 2, gasoduto, sanções, União Europeia, Donald Trump, EUA, Rússia
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