08:54 29 Outubro 2020
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    Os caças da Força de Defesa Aeroespacial da Rússia interceptaram 14 aeronaves espiãs estrangeiras nas proximidades das fronteiras nacionais russas em uma semana. Para esclarecer a situação, o especialista militar Vladimir Popov explica em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que razões tem a OTAN para violar o direito internacional.

    Os caças russos interceptaram 14 aeronaves espiãs estrangeiras nas proximidades das fronteiras nacionais russas em uma semana, informa o jornal Krasnaya Zvezda (Estrela Vermelha).

    Caças MiG-31 e Su-27 da Rússia foram acionados em resposta a 23 casos de voos de recolha de inteligência, a maioria destes por aviões dos EUA. Revelou-se que aeronaves dos EUA estiveram envolvidas em dez missões de reconhecimento. Outras quatro foram conduzidos por aeronaves norueguesas e mais três por aviões de inteligência da Força Aérea sueca. Aeronaves das forças aéreas britânica e francesa foram detectadas em duas ocasiões cada uma pelos serviços russos de defesa aérea. Aeronaves portuguesas e japonesas também fizeram suas aparições nas proximidades das fronteiras da Rússia.

    O número de incidentes aéreos envolvendo aviões russos e da OTAN aumentou significativamente em meados de junho, especialmente nas fronteiras ocidentais da Rússia. O último incidente ocorreu alguns dias atrás, quando um caça F-16 da OTAN tentou se aproximar do avião do ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, sobre águas neutrais do Báltico, quando este se dirigia para o enclave russo de Kaliningrado, mas esse avião foi afastado por um caça russo.

    Neste contexto, o vice-editor-chefe da revista Aviapanorama e piloto militar emérito da Rússia Vladimir Popov disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que para as forças de defesa antiaérea da Rússia a intensificação da atividade de inteligência da OTAN no período de primavera e verão não é uma surpresa.

    "O período de primavera-verão sempre é mais intenso em seguimento de alvos aéreos dos países limítrofes. Realizam-se treinamentos em grande escala por toda a parte. Os preparativos de inverno já terminaram e é necessário fazer um balanço. E como é que os militares fazem o balanço? Realizam exercícios militares. Nesse contexto são realizados muitos voos da aviação de reconhecimento…", explicou Vladimir Popov.

    No entanto, o especialista destacou que a intercepção de alvos aéreos nem sempre tem lugar, na maioria dos casos se efetua a escolta de alvos aéreos desconhecidos e daqueles aviões que se aproximam muito perto e de modo inaceitável da fronteira do país. Por exemplo, falando sobre fronteiras marítimas, se trata da entrada na zona econômica exclusiva da Rússia, violando assim o direito internacional.

    O especialista aponta que tais incidentes têm lugar e explica quais são as razões para essa violação:

    "Se for um avião de reconhecimento, ele 'atrai o fogo' contra si próprio. Precisa de se aproximar e obter certos dados: frequências de funcionamento de estações de rádio, dos radares, dos sistemas de reconhecimento e alerta e a velocidade de transmissão de sinais. E se, por exemplo, quiserem fazer uma provocação atravessando a nossa fronteira, terão o conjunto de nossas frequências que eles poderão bloquear ou sair da zona de cobertura das estações de rádio e radares", concluiu.

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    Tags:
    violação de direitos, fronteiras russas, treinamento militar, voos de reconhecimento, direito internacional, inteligência, Su-27, F-16, MiG-31, Força Aeroespacial da Rússia, OTAN, Sergei Shoigu, Kaliningrado, Mar Báltico, Europa, Rússia
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