07:08 24 Junho 2021
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    Engenheiros nucleares da Rússia criaram uma fornalha especial que queimam bolhas de combustível de nitrato de urânio-plutônio em um ambicioso reator nuclear de ciclo fechado de refrigeração. Tal reator pode vir a se tornar o padrão para o futuro da energia nuclear em todo o mundo, informa a RT.

    O dispositivo, que consiste em seis fornos resistentes à radiação de alta temperatura totalmente automatizados, foi testado com sucesso por seu desenvolvedor na cidade de Bryansk, informou a companhia estatal russa Rosatom na semana passada.

    O equipamento está pronto para ser enviado a um local na região de Tomsk, onde Rússia está construindo o reator experimental Brest-OD-300.

    O reator representa a visão da Rússia sobre o futuro da energia nuclear voltada para fins civis e pacíficos. É um reator criador de nêutrons rápidos, que pode ser usado para queimar uma mistura de urânio e plutônio fabricado parcialmente com combustível nuclear usado.

    Assim, ele pode operar em um ciclo fechado, tornando eventualmente resíduos inofensivos, ou utilizar resíduos radioativos de outros reatores.

    Outra característica importante do Brest-OD-300 é a sua utilização de chumbo como elemento refrigerador, o que aumenta significativamente a sua segurança passiva em comparação com a água pressurizada tradicional ou núcleos de reator de sódio.

    O chumbo protege contra a radiação gama, tem um ponto de ebulição elevado que torna uma explosão de pressão praticamente impossível, e não reagiria significativamente com a água ou com o ar em caso de quebra do confinamento.

    O reator experimental terá uma usina de fabricação de haste de combustível localizada no local, que usaria o combustível gasto no núcleo para criar novas hastes. O dispositivo testado em Bryansk será a parte chave desta instalação futura.

    O uso de nitreto urânio-plutônio em vez de óxidos mais tradicionais é mais uma inovação do projeto. Ele tem características superiores como a densidade de fissão, a condutividade térmica e a temperatura de fusão.

    Além disso, são menos propensas ao inchaço e à deformação, que permite que as hastes de combustível sejam queimadas com segurança por períodos de tempo mais longos.

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    Tags:
    plutônio, urânio, tecnologia, inovação, energia nuclear, brest-od-300, Rosatom, Rússia
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