16:08 18 Fevereiro 2020
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    A Aliança Atlântica deveria se dedicar à realização de diálogo com a Rússia apoiado nos interesses mútuos. Tal afirmativa é defendida pelo general dos EUA, John Allen, e por um grupo de especialistas na segurança que defendem a existência de um forte contraste na retórica da OTAN em relação a Moscou.

    "Já que o diálogo [entre Rússia e OTAN] é muito difícil, seria importantíssimo que a Aliança Atlântica, juntamente com a UE, com os EUA e os esforços bilaterais, tentasse manter algum nível de compromisso com Rússia, senão a nível previsto quando foi assinado o Ato de Fundação em 1997 entre a Rússia e a OTAN", escreveram os analistas em um documento publicado como anexo do Projeto de Adaptação do GLOBSEC (fórum de segurança Globsec em Bratislava).

    Segundo o general Allen, ex-comandante de Comando Central dos Estados Unidos da América, a Rússia partilha "muitos interesses comuns" com os membros da OTAN e tais interesses "devem ser aceitos e incentivados".

    "Além disso, por ser impossível ignorar as situações na Ucrânia e na Síria ou a coerção cibernética e híbrida de Moscou contra os estados aliados, a segurança, a dissuasão e o diálogo devem fazer parte do método triplo de balanço das negociações com a Rússia de Putin", acrescentam os analistas.

    Os especialistas, incluindo o ex-ministro da Defesa italiano, Giampaolo Di Paola, o ex-comandante do Comando Conjunto das Forças Aliadas general, Lobo Langheld, o professor francês, Julian Lindley, o vice-presidente da Associação do Tratado do Atlântico e enviado da Eslováquia à OTAN, Tomas Valasek, frisam que o início de uma nova Guerra Fria entre Rússia e Ocidente é "improvável". No entanto, segundo eles, Moscou visivelmente representa uma ameaça para o bloco.

    A Aliança Atlântica tem sido cada vez mais assertiva nos últimos anos, conduzindo a realização de enormes jogos de guerra, implantando mais forças perto das fronteiras da Rússia e financiando gastos excessivos na defesa.

    O Projeto de Adaptação do GLOBSEC busca analisar os desafios que o bloco enfrenta e oferecer caminhos que possibilitem a adaptação da aliança às mudanças do ambiente de segurança. O primeiro documento foi publicado no final de novembro deste ano. O projeto será apresentado na reunião dos ministros das Relações Exteriores da OTAN, que será realizada nos dias 6 e 7 de dezembro.

    ​As questões prioritárias da próxima reunião incluem a cooperação da OTAN com a UE, a presença do bloco no Afeganistão, reforço das capacidades dos países aliados do leste e do sul, bem como a segurança na Ucrânia. As duas últimas provavelmente foquem na Rússia, mas isso não foi mencionado.

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    Tags:
    bloco, compromisso, projeto, interesses, relações, ameaça, reunião, UE, Comando Central dos EUA, OTAN, John Allen, Europa, EUA, Rússia
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