08:30 12 Dezembro 2017
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    Tártaros da Crimeia

    Congresso tártaro é reconhecido como extremista na Crimeia – Ucrânia protesta

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    Rússia
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    O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia enviou uma nota de protesto à Rússia diante do reconhecimento da proibição do Congresso do Povo Tártaro da Crimeia na península russa.

    "O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia expressa seu profundo protesto diante da decisão do Supremo Tribunal da Rússia em aprovar a decisão sobre a proibição das atividades do Congresso do Povo Tártaro da Crimeia e o seu reconhecimento como uma organização extremista" – diz o texto enviado por Kiev.

    A veredito jurídico sobre o caráter extremista do Congresso tártaro na Crimeia foi emitido pelo Supremo Tribunal russo nesta quinta-feira (29).

    A mesma decisão havia sido tomada em abril de 2016 pelo Supremo Tribunal da Crimeia. Na ocasião, a iniciativa do processo fora apresentada pela procuradora-geral da Crimeia, Natalia Poklonskaya, em razão do bloqueio energético da península realizado pelos líderes da organização tártara.

    Na época, a agência Deutsch Türkische Nachrichten (Notícias dos Turcos Alemães) informou que a União Europeia continuaria a tratar os tártaros da Crimeia, que pertencem ao grupo dos povos turcos, como uma minoria oprimida na Crimeia e usaria o conflito para estragar as relações entre a Rússia e a Turquia. Segundo a edição, a UE usa a política de duplos padrões quanto às minorias étnicas nos seus próprios interesses.

    A Crimeia deixou de fazer parte da Ucrânia e foi reintegrada à Rússia em março de 2014, após um referendo no qual 96% dos habitantes da região votaram a favor da mudança. O referendo foi boicotado pelos tártaros.

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    Tags:
    tártaros, extremismo, Natalia Poklonskaya, Crimeia, Ucrânia, Rússia
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