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2 Fevereiro 2015, 14:07

EUA podem fornecer armas letais à Ucrânia, DNR decreta mobilização

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Foto de arquivo. Exército ucraniano

Foto de arquivo. Exército ucraniano

O comandante militar das forças dos EUA e OTAN na Europa, general Philip Breedlove e outros representantes da Casa Branca e Pentágono apoiam cada vez mais a ideia de fornecimento de armamentos letais à Ucrânia, escreve o The New York Times citando suas próprias fontes.

O presidente estadunidense Barack Obama ainda não tomou a decisão sobre tal ajuda militar a Kiev mas os acontecimentos das últimas semanas, quando o exército ucraniano teve que recuar, fez os responsáveis norte-americanos reconsiderar esta questão.

O secretário do Estado John Kerry que visitará Kiev nesta quinta-feira (5) está pronto a discutir o assunto do fornecimento de armas com o lado ucraniano, diz o jornal.

Espera-se que nesta segunda-feira (2) seja publicado um relatório preparado por oito antigos altos funcionários estadunidenses que apelam às autoridades dos EUA para fornecer à Ucrânia armamentos num montante de 3 bilhões de dólares, inclusive mísseis antitanque, drones, blindados e radares.

Antes disso, a Casa Branca só fornecia à Ucrânia armas não letais – meios de comunicação, coletes à prova de balas e equipamentos de visão noturna.

Ao mesmo tempo o líder da República Popular de Donetsk (RPD) Alexander Zakharchenko anunciou a mobilização total, porém sublinhou que esta mobilização será voluntária.

“A mobilização começará daqui a 11 dias, está planejado mobilizar 100 mil pessoas”, divulga a Agência de Notícias de Donetsk citando Zakharchenko.

Como explicou o líder da República autoproclamada, os homens mobilizados terão treinamento militar durante um mês.

Kiev está realizando desde meados de abril uma operação militar para esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, que não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas chegadas ao poder em resultado do golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de 5.000 civis já foram vítimas deste conflito.

Desde 9 de janeiro, a intensidade dos bombardeios na região intensificou-se, aumentou o número de vítimas do conflito.

O Ministério da Defesa da Ucrânia anunciou que as Forças Armadas ucranianas estão a aumentar os efetivos em todas as zonas onde ocorrem combates. Os independentistas, por seu turno, declararam que fizeram “avançar a linha da frente” para evitar os bombardeios de zonas residenciais das cidades por parte do Exército ucraniano.

A Rússia considera que os últimos acontecimentos na região de Donbass comprovam os piores receios: Kiev tenciona resolver a situação por via militar.

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