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12 Setembro 2014, 15:46

Em 12 de setembro de 1959, um foguete Vostok-L colocou a estação interplanetária automática (EIA) Luna-2 em  trajetória de voo rumo ao satélite natural da Terra, a Lua. O lançamento foi feito do cosmódromo de Baikonur. Pela primeira vez no mundo, um engenho feito pelo Homem alcançou a superfície da Lua. 

O relato da agência de notícias soviética Tass escrevia: “Em 14 de setembro, às 00 horas 02 minutos e 24 segundos da hora de Moscou, o segundo foguete espacial soviético alcançou a superfície da Lua. Pela primeira vez na história foi realizado um voo espacial da Terra para outro corpo celeste”.

O relato tem um ponto impreciso, sobre o qual, durante a elaboração do texto, surgiram discussões acalentadas entre os principais cientistas espaciais soviéticos Serguei Korolev e Mstislav Keldysh por um lado e os autores do relato por outro. Apenas um foguete atingiu a superfície da Lua. O fato é que o Luna-1, lançado em janeiro do mesmo ano, não acertou. A primeira estação interplanetária chamada Mechta (Sonho) foi acelerada até a segunda velocidade espacial, nota o editor-chefe da revista Notícias da Cosmonáutica Igor Marinin:

“Mas ela não foi para o lado da Lua, e entrou em órbita em torno do Sol e tornou-se o primeiro planeta artificial. O objetivo foi alcançado: os cientistas conseguiram acelerar o aparelho até a segunda velocidade espacial. O próximo objetivo era chegar à Lua, simplesmente alcançá-la. Foi isso que aconteceu em 1959. Mas o aparelho não alunou ou realizou um pouso, mas simplesmente embateu nela a uma altíssima velocidade, porque lá não há atmosfera”.

A velocidade com que o foguete embateu na superfície lunar foi de quase 12 quilômetros por segundo. No entanto, isso foi uma grande conquista no desenvolvimento da astronáutica mundial. Durante a realização do projeto tiveram que ser resolvidos problemas científicos e técnicos extremamente complexos. A Terra está voando a uma enorme velocidade em torno do Sol, a Lua gira em torno da Terra a alta velocidade. Foi necessário ter em conta a rotação da terra, a latitude do local de lançamento. Tudo isso foi calculado e, em sequência, conseguiram chegar à Lua.

Durante o voo do Luna-2 não foram conduzidos nenhuns experimentos científicos, diz Igor Marinin:

“Durante seu voo, o foguete lançava gás inerte para que fosse possível traçar sua trajetória desda Terra. Os cientistas tentaram ver o efeito da explosão com telescópios, ou seja, o embate na superfície lunar. Mas eles não o conseguiram, e o embate na Lua foi registrado apenas pela interrupção do sinal de que o aparelho emitia”.

A chegada da estação na Lua aconteceu num momento muito oportuno. É que isso aconteceu justamente na véspera da visita do líder soviético Nikita Khruschev aos Estados Unidos. Jornais ocidentais escreviam animadamente que Khruschev chegava aos Estados Unidos levando na sua mala a Lua. Após a chegada à América, na Casa Branca Khruschev ofereceu ao presidente Eisenhower um presente de lembrança: uma cópia do galhardete levado pelo foguete para a Lua, diz Igor Marinin:

“Em todas as primeiras estações – lunares, marcianas, venusianas – eram instalados os chamados galhardetes. Nesta estação foi instalado um galhardete em forma de esfera, que ao embater na superfície devia se quebrar em muitos pentágonos. Esses pentágonos eram supostos cobrir a superfície, provando assim que a União Soviética foi a primeira a alcançar a superfície da Lua”.

Hoje, à corrida pela exploração da Lua se juntaram logo vários países. Se a expedição a Marte terá lugar dentro de décadas, as viagens à Lua e a criação de uma base permanente lá é uma tarefa real já para os próximos anos.

A Lua está cada vez mais perto da situação em que ela se tornará parte da infraestrutura espacial da Terra. Nas próximas décadas a Lua pode se tornar uma fonte de energia e recursos materiais.

As áreas mais promissoras para investigação são os polos, pois é muito provável que lá foi preservada água. Nas regiões polares ainda ninguém fez perfurações. É na região polar que, provavelmente, deverá pousar a sonda espacial interplanetária não tripulada russa para encontrar lá água verdadeira. O mais próximo lançamento de tal estação possivelmente será realizado no final de 2016, início de 2017.

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