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4 Fevereiro 2014, 21:34

Os novos loucos da nossa época

Os novos loucos da nossa época

Todas as pessoas temem alguma coisa. Alguns medos são bastante difundidos: a acluofobia (medo da escuridão) a gerascofobia (medo de envelhecer), a musofobia (medo de ratos e camundongos). Outros parecem mais estranhos, por exemplo, a tripofobia (medo de buracos repetidos) ou a dendrofobia (medo de floresta). A fobia está relacionada com frequência com uma trauma sofrido. No entanto, alguns temores são absolutamente irracionais.

Quem tem medo de lobo não vai ao bosque. Entretanto, especialistas têm um ponto de vista diametralmente oposto. Veneno de cobra cura-se com veneno. É melhor enfrentar o medo, provavelmente ele não é tão terrível assim. Vejamos, por exemplo, o medo muito difundido de voar de avião – aerofobia. Aqui a estatística ajuda: é muito mais fácil morrer em acidente de automóvel do que no céu. As chances são de aproximadamente um em meio milhão de voos. Ou o medo de tubarões (selachofobia). Para o homem é muito mais perigosa a medusa, que causa a morte de dez vezes mais pessoas. Adiante, em grau de perigo estão os elefantes, os escorpiões e as cobras.

Entretanto, as pessoas mesmo assim não deixam de ter medos – estão convictos os especialistas, que observam não a redução mas o aumento do número de fobias e dos que as sentem. Mas há medos diferentes – declara com autoridade a psicóloga Larisa Ovcharenko.

"Existem temores que são perfeitamente normais, que nós devemos sentir, há temores sociais e há temores específicos, que estão relacionados com algum medo exclusivo – de espaços fechados, de besouros, de aranhas. No fundamental, todos estes temores estão relacionados com nossa vida intranquila, com a instabilidade, e, naturalmente, as pessoas temem tudo o que não podem explicar, acontecimentos futuros, fenômenos negativos, que ocorrem em nossa vida, na cidade e na sociedade. São atos terroristas, catástrofes de origem tecnológica".

Devido ao grande desenvolvimento da vida virtual, em muitos surgiram fobias relacionadas com a perda dos limites entre a vida real e virtual. Por exemplo, o medo de cair fora do espaço informativo e ficar sem ligação. Muitos recursos que dão a aparência de liberdade são nossos escravizadores. O homem não pode deixar de compartilhar o que sente com os que o cercam. Sendo que a dependência da compaixão leva às vezes a traumas psicológicos.

Sendo que um medo forte pode se refletir fisiologicamente, negativamente, é claro, sobre sua saúde, sobre o funcionamento dos órgãos internos – prossegue Larisa Ovcharenko.

“As fobias são algo que nos atrapalham a vida, que nós categoricamente não podemos controlar, o que nos persegue em toda parte, todos os minutos e segundos, dormindo ou acordados. E é aquilo de que não nos podemos dar conta. Isto dá um certo quadro fisiológico. São processos complexos, relacionados com grande descarga de adrenalina, reestruturações hormonais etc.”

Pode-se e deve-se combater os medos, antes de mais nada trabalhando consigo próprio. O problema da conscientização em nossa época é levantado cada vez mais. Nas principais universidades do mundo são criados centros especiais que estudam os princípios da vida consciente. Um dos meios de vencer os medos é a meditação. Larisa Ovcharenko também aconselha a encarar o medo.

“Se nós falamos justamente de medos, eles podem ser superados independentemente, antes de mais nada explicando a nós próprios aquilo que nós tememos. Isto é, encontrar informação sobre estes fenômenos, acontecimentos, situações, para que eles não inspirem tal temor e se possa controlá-los. O controle, autorregulação ajudam a dominar a tensão.”

Hoje os psiquiatras em todo o mundo enfrentam muitas fobias modernas, relacionadas com a Internet. Por exemplo, o lugar dos “Napoleões” nos hospitais psiquiátricos foram ocupados por aqueles que se imaginam centro do intercâmbio informativo de toda a humanidade. Um exemplo interessante foi citado em entrevista à Voz da Rússia pelo professor da Faculdade de Psicologia da Universidade Estatal de Moscou, Alexander Voiskunsky:

“As tecnologias da informação trazem enorme quantidade de novas fobias. Foi descrito um paciente que se queixa: “Doutor, eu já não posso. Antes a Internet não era tão desenvolvida e meu cérebro dava conta da retransmissão de informação. Agora não dá mais. Ajude-me”.

Especial significado para os psiquiatras tem o problema da dependência da Internet. Sendo que na prática mundial os especialistas já definem os distúrbios psíquicos segundo o tipo de serviços de que o paciente abusa (de entretenimento, comunicação ou transmissão de conhecimentos). Sendo que, apesar de os médicos não colocarem a dependência da Internet ao lado de tabagismo, toxicodependência, ou vício do jogo, eles coincidem em que os sintomas de todos estes fenômenos são semelhantes.

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