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29 Abril 2013, 11:53

Meteorito de Chelyabinsk ameaça nova catástrofe

Meteorito de Chelyabinsk ameaça nova catástrofe

O meteorito, que caiu há mais de dois meses no sul dos Urais, perto de Chelyabinsk, pode privar os habitantes locais de água. Se o fragmento de meteorito pesando meia tonelada for levantado do fundo do lago Chebarkul pode acontecer uma catástrofe local.

O problema é que este lago é a única fonte de água potável para os habitantes da cidade de Chebarkul. Atualmente, as autoridades locais e os cientistas estão procurando maneiras de como fazê-lo sem danificar o sistema de abastecimento de água da cidade.

O fundo no lugar da queda do fragmento de corpo celestial está coberto de uma camada de lodo de vários metros, na qual o meteorito está literalmente preso. A técnica de sugar o solo não vai ajudar. Turvar as águas significa deixar a cidade sem água potável.

O meteorito de Chelyabinsk e um telescópio japonês

Especialistas propuseram duas operações tecnológicas possíveis. Podem-se fazer uns pequenos furos no fragmento, colocar fixadores neles e puxar o meteorito devagar com cabos.

Mas um cientista tcheco propôs aos cientistas dos Urais uma tecnologia única – pesca submarina de meteoritos. O modo radical e seguro foi inventado por Gunther Kletechka – um geofísico, biólogo e astrobiólogo tcheco. Ele trabalhou por 14 anos na agência espacial norte-americana NASA, participou no lançamento do rover de Marte, e agora propôs uma maneira de recuperar o meteorito. Para fazer isso, acredita o cientista, é necessário congelá-lo, ou melhor, o lodo ao redor do meteorito.

Chelyabinsk pretende obter status de "capital russa dos meteoritos"

Isso não é difícil de fazer, já que agora a temperatura no fundo do lagoé de apenas 3 graus centigrados, diz o geofísico tcheco Gunther Kletechka:

“O princípio aqui é o seguinte. Por cima do meteorito estão 10 metros de água. Além disso, mais três metros de lodo no qual ele, literalmente, ficou atolado quando caiu no fundo. Primeiro de tudo, é necessário remover a camada de lodo sobre o meteorito para colocar um sensor no meteorito.”

Cientistas japoneses chegam a Chelyabinsk para estudar meteorito

O sensor é necessário para calcular com precisão o peso e o tamanho do “alienígena” espacial. A seguir, para o meteorito são rebaixados tubos, pelos quais lançam nitrogênio líquido. O espaço ao redor congela e forma uma espécie de tijolo com lodo. Ele pode ser retirado sem prejuízo para o sistema de abastecimento de água urbano, diz Gunther Kletechka:

“No fundo, é preciso colocar um barco inflável. Sobre ele poderá ser colocado o meteorito. Bastará bombear ar para o barco para que ele faça subir o meteorito à superfície.”

De modo que não será necessário remover o lodo, dispersando-o assim por todo o lago e contaminando todo o sistema de captação de água. O cientista tcheco tem certeza de que o meteorito pôde ter trazido organismos do espaço para a Terra. Então não havemos de os despejar para a canalização da cidade.

Encontrado fragmento do meteorito de Chebarkul com um quilo de peso

Cientistas russos já definiram o local exato onde agora está o meteorito. Com a ajuda de um magnetômetro eles fizeram um mapa magnético do lago e descobriram uma anomalia a 50 metros do buraco no gelo, que o extraterrestre deixou depois de sua queda. Os trabalhos de recuperação do meteorito deverão começar já nos próximos dias.

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