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21 Fevereiro 2013, 15:29

Ciência já começou a reagir a ameaças espaciais

Ciência já começou a reagir a ameaças espaciais

A queda do meteorito em Сhelyabinsk estimulou a comunidade científica mundial a criar novos sistemas contra ameaças procedentes do espaço cósmico. Os EUA tencionam desdobrar na Terra e no ar alguns modernos complexos de observação.

Na Rússia, nas cercanias de Kazan (capital do Tatarstão) será instalado um novo telescópio, o Megatortor, capaz de efetuar o rastreio de objetos cósmicos de pequena dimensão que se desloquem a elevada velocidade.

Após o recente acidente ocorrido na Rússia têm-se ouvido múltiplas críticas quanto ao papel dúbio dos cientistas, que não souberam alertar sobre a aproximação do meteorito. Dir-se-ia que a Humanidade não tinha e não tem capacidades suficientes para prever e prevenir acidentes como este. A queda do meteorito na Rússia obrigou uma série de países a acelerarem o desenvolvimento de novos sistemas de observação e rastreio. Os EUA pretendem lançar para o espaço um novo telescópio, colocar em órbita sete satélites e organizar um sofisticado sistema de observação espacial que se baseie no arquipélago do Havaí.

Enquanto isso, a Rússia se prepara para o envio do telescópio alternativo Megatortor. Segundo apontou o diretor do Observatório Engelgardt, Yuri Nefediev, o novo aparelho poderá realizar a observação mediante nove objetivas, o que aumentará significativamente a sua eficiência.

"Os telescópios de um só canal abrangem apenas uma parte do céu visível. Já os telescópios de nove canais podem abarcar todo o céu. Isto significa que não perderemos algum processo rápido que tenha que ser registrado".

No entanto, uma eficácia ainda maior poderá ser alcançada com a criação de uma cadeia de observação global, opina Serguei Barabanov, diretor do Observatório de Zvenigorod, segundo o qual o lançamento do Megatortor implica o empenho do nosso país na colaboração internacional no que toca à proteção do planeta contra os asteroides.

" Nos EUA e na Europa existe um sistema de deteção de asteroides, países onde operam várias entidades especializadas. A China conta com um sistema análogo. A Rússia tem planos de ingressar nesta rede de observação, mas não será admitida e tratada em pé de igualdade se não possuir os seus próprios meios de observação. Por isso, tentamos alargar as nossas potencialidades e construir novos telescópios".

Ao mesmo tempo, os sistemas de observação, por mais sofisticados que sejam, não poderão, por si só, resolver o problema. Hoje em dia, a comunidade científica procura elaborar métodos de ação sobre asteroides, desde o seu eventual aniquilamento até à possível alteração de suas órbitas, salientou Yuri Nefediev.

"As discussões a esse respeito não param. Há algumas opções de como neutralizar um asteroide antes que possa cair na Terra. A primeira consiste em fazer explodi-lo por meio de uma carga nuclear ou de outro jeito. Mas tal método não é considerado na prática, visto que pode causar sérios danos ao nosso planeta. O segundo cenário prevê a utilização de um engenho espacial que, uma vez lançado e pairado sobre o corpo celeste em causa, irá alterar a sua órbita devido à gravitação, fazendo com o asteroide não atinja a Terra".

Nefediev sublinhou, contudo, que a ciência moderna não pode ainda implementar tais projetos aliciantes. Por isso, na agenda atual figura a necessidade premente de projetar um sistema de notificação sobre eventuais ameaças provenientes do céu.

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