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3 Setembro 2012, 16:22

Centrais eléctricas espaciais – o futuro da energia russa

Centrais eléctricas espaciais – o futuro da energia russa

A Rússia deve criar centrais eléctricas espaciais de energia solar, afirmam os cientistas. Isto ajudará o país a manter sua posição de liderança no mercado global de energia. Um protótipo de uma tal central pode aparecer no país até 2016, disse à Voz da Rússia o diretor científico do Instituto Central de Investigação de Construção de Máquinas (TsNIIMash) Vitali Melnikov.

A cada segundo, um europeu consome 10 quilowatts de eletricidade. Este número grande é composto da energia gasta na produção de carros, roupas, equipamentos, edifícios e de tudo o que usamos. As demandas das pessoas estão aumentam constantemente, e produzir a eletricidade necessária para satisfazê-las está se tornando cada vez mais difícil, diz o professor Vitali Melnikov.

“Não são infinitos os recursos naturais que dão esta energia, por um lado. Por outro lado, seu impacto sobre a ecologia do meio ambiente leva ao aumento constante da temperatura. Você queima fósseis que levaram milhões de anos para criar, queima em um curto período de tempo, e eles estão chegando ao fim, mas o seu impacto é tal que você se destrói a si mesmo.”

Tanto uma coisa como a outra podem ser evitadas, se olharmos com mais atenção para as estrelas, ou melhor, se criarmos no espaço centrais de energia solar. Dentro de alguns anos os Estados Unidos estão planejando construir várias. Graças a tecnologias semelhantes, o Japão, até 2025, espera gerar eletricidade até seis vezes mais barata do que na Terra. Se a Rússia não se afirmar neste mercado, se arrisca a ficar de fora e perder receitas da venda de petróleo e gás, que chegam a 18% do orçamento.

“Eles oferecerão às regiões energia por seis vezes menos do que ela custa cá. Todo mundo vai comprar, e os nossos recursos naturais – petróleo e gás – vão começar a depreciar. Só 18% do nosso orçamento do estado provêm da venda de recursos naturais, mas também elas (essas receitas) irão acabar.”

A Rússia está pronta para desafios, acredita o cientista. O país tem uma enorme capacidade espacial, cientistas, e é capaz de implementar um projeto inovador a curto prazo. Para implementá-lo, serão necessárias tecnologias a laser, nas quais o nosso país tem sido tradicionalmente forte, diz o cientista.

“Nós temos uma base elementar suficiente e a mais progressista em tecnologia laser. E a nossa capacidade de tecnologia espacial é ilimitada. Para criar um protótipo precisamos de apenas 10 bilhões de rublos (300 milhões de dólares). São centavos em comparação aos preços mundiais, por exemplo, os japoneses investem 24 bilhões de dólares. Este será um protótipo que demonstrará as possibilidades da estação, os desafios que enfrentaremos e a acabaremos.”

Para realizar o projeto, será criado um consórcio aeroespacial – associação educacional das universidades, institutos da Academia de Ciências, negócios eletrônicos e espaçiais. A energia solar, nota o especialista, tem um potencial enorme. Ela permite preservar recursos naturais, e em comparação com a energia nuclear não requer qualquer infra-estrutura e medidas sérias para garantir a operação de segurança de usinas nucleares.

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