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Svetlana Andreeva
21 Julho 2012, 16:36

Armas químicas sírias serão uma ameaça?

Armas químicas sírias serão uma ameaça?

A situação na Síria está cada vez mais tensa. Os combates das forças governamentais com os rebeldes de oposição já alastraram à capital, Damasco. Na quarta-feira, em resultado da explosão no edifício do Serviço de Segurança Nacional, perpetrado pela oposição armada, morreram várias militares altamente colocados, entre os quais o ministro da Defesa e o vice-ministro.

Nesta situação, pouco resolve contar com o Conselho de Segurança da ONU. No CS continua a não ser possível aprovar um projeto de resolução sobre a Síria que convenha à Rússia, aos EUA, à China e à Europa. Neste pano de fundo, Washington começou conversações com Israel relativamente ao bloqueio das reservas de armas químicas sírias em caso de colapso e caos no país.

Os rebeldes conseguiram entrar no “coração” do regime, nos edifícios mais bem guardados de Damasco e, em poucos segundos, eliminar todas as figuras-chave do círculo próximo do presidente al-Assad. Este fato mostra que a segurança do regime caiu para níveis extremamente baixos, o que permite aos analistas prever a queda próxima do regime. No entanto, ainda é cedo para falar de capitulação, considera o perito russo Veniamin Popov.

“Isto não significa que o regime pretenda entregar-se ou que o regime tenha quaisquer inimigos de al-Assad no seu círculo mais próximo. Se eles existissem, não os teriam morto. Em todo o caso, é claro que o atentado levará a um desenvolvimento dos acontecimentos ainda mais dramático. É por isso que nós dizemos que é necessária uma regularização política. Parece que a oposição está pronta a lutar até ao último cidadão sírio. Mas quem ficará então no país para ser governado?”

Há uma questão que preocupa hoje a maioria dos políticos que estão diretamente relacionados com a regularização síria: saber se no país existem armas químicas e de que forma estas poderão ser bloqueadas.

Todos entendem que se elas forem parar às mãos da oposição armada e esta as queira utilizar, haverá vítimas não apenas na Síria mas também nos países vizinhos. Praticamente todo o mundo está sob ameaça.

O mais difícil na Síria é que, em caso de Bashar al-Assad ser deposto, não existe um pretendente real ao seu cargo, não havendo sequer uma força organizada que possa substituir o seu governo. O país ficará inevitavelmente em situação de caos e de lutas armadas.

Há um outro fato que mostra que a situação na Síria está de dia para dia mais tensa: o chefe da missão de observadores da ONU, major-general Robert Mood, deixou Damasco sem esperar pela resolução do Conselho de Segurança da ONU. Antes de partir, ele declarou que o recomeço da missão só faz sentido quanto for posto fim à violência e o diálogo político começar.

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