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23 Abril 2012, 17:52

Cuidado: os bio-hackers podem fazer mal ao seu cérebro!

Cuidado: os bio-hackers podem fazer mal ao seu cérebro!

Os cientistas americanos estão certos de que falta pouco tempo para que o cérebro humano seja “atacado” à semelhança de um computador e que o homem seja controlável.

O vírus poderá ter a forma de microrganismos especialmente criados para o efeito, produto do trabalho dos investigadores que estudam a nova área da Engenharia Genética – a Biologia Sintética.

As células são mini-computadores vivos e o DNA é a sua linguagem de programação – é esta a ideia principal dos futurólogos. No entanto, os especialistas russos consideram que, por enquanto, tais comparações não passam de metáforas.

Acontece que não é totalmente correto fazer analogias diretas entre um computador e o cérebro humano, diz Aleksandr Kaplan, perito em Engenharia Genética.

Assim, um programador conhece ao pormenor a estrutura e funcionamento do computador, sabe perfeitamente para onde dirigir o vírus de forma a causar danos em determinado programa. No caso do cérebro humano, as coisas são muito mais complexas, sublinha o cientista.

“O mistério do cérebro continua sendo um mistério. Ninguém sabe atualmente como ler a informação do cérebro estando dentro do próprio cérebro. Existindo cem bilhões de células nervosas, para qual delas dirigir o vírus? Esta tarefa é completamente impossível para os investigadores do cérebro, que estudam estas questões nos laboratórios de Neurofisiologia. O que é que pode acontecer nesta situação a um pequeno vírus que é orientado somente para entrar no genoma de uma célula e se reproduzir a si próprio? Julgo que se trata de uma tarefa irrealizável até mesmo a longo prazo”.

De acordo com Aleksandr Kaplan, em geral é bastante difícil criar um organismo artificial com um genoma sintético, parecido com um ser minimamente inteligente.

“Desde o surgimento da primeira célula viva na Terra até ao aparecimento dos primeiros organismos mais ou menos inteligentes (consideremos os vermes como seres com memória e capazes de aprender) passaram, talvez, cerca de um bilhão de anos. A evolução levou este tempo todo para fazer um verme. Reduzindo este tempo em laboratório não será preciso um bilhão de anos, mas será preciso muito, muito tempo”.

Outros especialistas, pelo contrário, consideram que, hipoteticamente, é possível controlar o comportamento humano através de microrganismos programados de determinada forma. O diretor da Agência de Tecnologias Informativas Avançadas, Vladimir Korovin, é de opinião “que muito do que antes era considerado fantasia hoje se torna realidade. Já são “cultivados” órgãos artificiais, são desenvolvidas impressoras para “imprimir” órgãos… Por isso, por um lado, estes receios são perfeitamente justificados, embora não seja uma questão do futuro próximo”, sublinha o programador.

Sejam quais forem as perspetivas dos cientistas, os êxitos da Biologia Sintética são incontestáveis. Já foi criada a primeira bactéria com um genoma totalmente artificial, os investigadores estão estudando microrganismos que possam ser capazes de gerar substâncias medicamentosas, alimentos e até eletricidade.

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