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10 Agosto 2011, 09:44

Armadilha russa para asteroides

Armadilha russa para asteroides

A Rússia sabe como combater os asteróides que ameaçam a Terra. Na conferência ''Semana do Espaço, realizada na Espanha, os especialistas russos do Centro Estatal de Foguetões ''Makeev'' propuseram destruir enormes pedras e rochas, fazendo-os explodir.

A Rússia sabe como combater os asteróides que ameaçam a Terra. Na conferência ''Semana do Espaço, realizada na Espanha, os especialistas russos do Centro Estatal de Foguetões ''Makeev'' propuseram destruir enormes pedras e rochas, fazendo-os explodir.

Presentemente os habitantes terrestres estão mais preocupados com tais fenómenos perigosissimos como ''tsunami'', terremotos e inundações. Contudo os asteróides e meteoritos que perto do nosso planeta constituem um perigo real. Basta recordarmos o famoso meteorito de Tunguska que caiu na Sibéria em 1908. segundo os cientistas, o seu diámetro era de apenas 30 metros, mas a poténcia da explosão, causada pela sua colisão com a Terra, foi de 40 a 50 megatoneladas, correspondendoao potencial energético da mais poderoso bomba hidrogénea.

É difícil imaginarmos as consequéncias de um objeto celeste ainda maior, caindo não na floresta siberiana, mas sim numa cidade densamente povoada – assinala Vladimir Degtiyar, director-geral do Centro Estatal de Foguetões:

São sobretudo peridosos para o nosso planeta os asteróides e cometas que têm uma trajetória atravessando a órbita da Terra. A probabilidade da sua colisão com o nosso planeta torna-se bastante séria devido à grande quantidade destes. Pode-se evitar uma colisão apenas alterando a trajetória do asteróide ou recorrendo à sua trituração. Com este fim convem criar conjuntos de foguetões espacias de pequena potência – assinala o cientista russo.

Tendo em conta o facto de serem proibidos todos os testes nucleares no Espaço, teremos que aplicar métodos não nucleares de explosão. Antes disso, porém, convem detectar um  meteorito ou asteroide capaz de criar uma ameaça para a Terra - explica  Vladimir Degtiyar e prossegue:

Precisamos de um sistema, assegurando o transporte preciso de um engenho explosivo ao corpo celeste periogoso. O aparelho especial ''Kaissa'' poderá determinar previamente a sua composição, entrando em ação depois disso o módulo ''Kapkan'', capaz tanto de destruir o objeto ameaçador, como também remove-lo da órbita perigosa. Como portadores desses aparelhos espaciais pode'se usar os foguetões ''Soyuz-2'' e ''Russ-M''. O primeiro servirá se o corpo celeste perigoso tiver o diâmetro até 300 metros, o segundo – quando este variar de 600 a 700 metros. Todos os trabalhos, relacionados com a defesa do nosso planeta contra o perigo de asteróides e cometas, são coordenados pela Academia das Ciências da Russia com a participação da Agência Espacial Russa '' Roskosmos'', a Agência de Energia Atómica ''Rosatom'' e o Ministério da defesa.

O Centro Estatal de Foguetões ''Makeev'' é responsável pelos trabalhos no sector de foguetões:

Participamos ainda no concurso, promovido pela Comissão Europeia para efectuar investigações internacionais de larga escala, visando a prevenção de uma colisão da Terra com corpos celestes periogosos. A comunidade internacional já compreende a ameaça real de um encontro destes e toma medidas necessárias. As despesas com a realização de um projeto deste índole poderão constituir nos próximos 10 anos cerca de 700 milhões de dolares norte-americanos montante que não parece exagerado, levando em consideração a globabilidade da tarefa a ser cumprida.
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    E recomendar em
5 Março 2012, 18:30