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Igor Kudrin
14 Julho 2010, 15:26

Tropas estadunidenses na Costa Rica: ajuda ou invasão?

Tropas estadunidenses na Costa Rica: ajuda ou invasão?

Desde o dia em que a Assembleia Legislativa da Costa Rica validou o convite das Forças Armadas dos Estados Unidos para o País, continua uma polêmica acesa entre o Governo e a Oposição. O tema é desenvolvido pelo nosso observador Igor Kudrin.

Há uns dias, um colega latino-americano chamou de “uma verdadeira batalha naval” as discussões agora travadas no recinco parlamentar. Logo após o pedido feito pelo Governo costa-riquenho à Casa Branca para apoiar o País no combate à máfia da droga, a Oposição durante algum tempo se absteve de protestos. Porque, como todos sabem, o comércio de drogas se havia tornado havia muito um mal grave não somente para a Costa Rica, mas também para toda a América Central. Porém, quando Washington deu uma resposta positiva rápida, os legisladores perderam imediatamente a calma. Como muitos cidadãos nacionais, a Oposição viu-se surpreendida com a envergadura subitamente generosa da cooperação oferecida. Os Americanos prometem destacar para junto das costas nacionais 48 lanchas, 46 navios de guerra, um porta-aviões, assim como 10 aviões, 200 helicópteros e 7 mil soldados. Terá valido a pena de renunciar, há sessenta anos e pela primeira vez no mundo, à ideia de manter um Exército nacional para hoje convidar tantos estrangeiros armados. Laura Chinchilla, a primeira presidente da República na história da Costa Rica, alega o tratado assinado há 11 anos com os Estados Unidos, o qual pressupõe assistência militar desse país em caso de extrema necessidade. Isso especialmente considerando que a prepotência dos narcotraficantes no solo costa-riquenho é também um problema agudo para toda a América Central. Sim, pode ser que uma ajuda do aliado seja necessária mesmo, mas não em tamanhas proporções – contrapõem os líderes oposicionistas e sindicais, os quais julgam, com razão, que a cooperação norte-americana “ameaça sua imagem de um país tradicionalmente pacífico”. Diga-se o que se disser, essa decisão das autoridades nacionais, as quais querem conceder aos marinheiros e soldados ianques uma total liberdade de ação em terra e no mar, reduz o país inteiro, se bem que por um determinado tempo, em uma gigantesca base militar. Essa ideia é compartilhada pelos primeiros mandatários da América Central e Meridional, os quais estão acompanhando com preocupação o desenrolar dos acontecimentos. Isso considerando especialmente que no final de 2009 os Estados Unidos haviam criado de uma só vez sete bases militares seus na Colômbia, essas também sob o pretexto de combater o narcotráfico e também o terrorismo.

Vão aumentando concomitantemente os receios entre o comum dos Latino-Americanos, conforme mostram as muitas discussões na web. “Morro-me de medo de pensar que possa subir ao ônibus e tenha que sentar-se ao lado de um soldado dos Estados Unidos com arma de guerra” – confessa honestamente uma estudante universitária. Outros habitantes da Costa Rica tecem na imaginação cenas muito mais medonhas, as de umas ações erradas ou ilícitas desses mesmos soldados estrangeiros, especialmente considerando que há houvera no passado fartos exemplos desse tipo, como também casos de desmedida crueldade e corrução.

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