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    Em dois relatórios, agência da ONU lista motivos pelos quais a confiança em Teerã vem caindo "significativamente" e diz que quadro só mudará se o país persa se "retificar imediatamente".

    Nesta terça-feira (7), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), criticou o Irã por bloquear uma investigação sobre atividades anteriores e colocar em risco um importante trabalho de monitoramento, possivelmente complicando os esforços para retomar as negociações sobre o acordo nuclear, segundo a Reuters.

    Em dois relatórios vistos pela mídia, a AIEA diz que não houve progresso em duas questões principais: explicar vestígios de urânio encontrados em 2020 e antes deste ano em vários locais antigos não declarados, e obter acesso urgente a alguns equipamentos de monitoramento para que se possa continuar a monitorar partes do programa nuclear iraniano.

    Máquinas centrífugas alinhadas no salão nas instalações de enriquecimento de urânio de Natanz, danificadas em 11 de abril de 2021, 322 km ao sul de Teerã, Irã, 17 de abril de 2021
    © AP Photo / Radiotelevisão da República Islâmica do Irã
    Máquinas centrífugas alinhadas no salão nas instalações de enriquecimento de urânio de Natanz, danificadas em 11 de abril de 2021, 322 km ao sul de Teerã, Irã, 17 de abril de 2021

    A mídia também relatou que diplomatas afirmam que a AIEA precisa com urgência de acesso ao equipamento para trocar os cartões de memória para que não haja lacunas na observação de atividades como a produção de peças para centrífugas.

    "A confiança da agência de que pode manter a continuidade do conhecimento está diminuindo ao longo do tempo e agora diminuiu significativamente. […] Essa confiança continuará diminuindo, a menos que a situação seja imediatamente retificada pelo Irã", disse um dos dois relatórios, acrescentando que embora a AIEA precise acessar o equipamento a cada três meses, não teve acesso desde o dia 25 de maio, segundo a mídia.

    Sem o monitoramento e a chamada continuidade de conhecimento, o Irã poderia produzir e ocultar quantidades desconhecidas desse equipamento que pode ser usado para fazer armas ou combustível para usinas de energia, relatou a Reuters.

    "O diretor-geral [Rafael Grossi] está cada vez mais preocupado que mesmo depois de cerca de dois anos as questões descritas acima em relação aos quatro locais no Irã não declarados à AIEA permanecem sem solução", complementou uma parte do documento.

    Enquanto as negociações estagnaram, o Irã acelerou as violações do acordo, incluindo o enriquecimento de urânio até 60% de pureza, disse a AIEA, e está trabalhando no urânio metálico enriquecido, que pode ser usado para fazer armas nucleares. 

    O país persa insiste que seus objetivos são pacíficos, mas as potências ocidentais condenaram as medidas.

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    Tags:
    Irã, Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), acordo nuclear, JCPOA
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