21:18 23 Outubro 2021
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    7132
    Nos siga no

    A situação no Afeganistão está ficando cada vez mais complicada, em meio à retirada das forças norte-americanas do país e à ameaça de nova ascensão do Talibã (organização proibida na Rússia e em outros países).

    Ashraf Ghani, atual presidente afegão, se comprometeu a "evitar mais instabilidade" no país ante a ofensiva do grupo insurgente.

    Em um discurso à nação, neste sábado (14), Ghani sublinhou que, na situação atual, a prioridade principal do governo é a remobilização das forças afegãs. 

    "Enquanto vosso presidente, meu foco é evitar mais instabilidade, violência e deslocamento do meu povo", declarou o líder da nação afegã.

    O presidente acrescentou que o governo iniciou "amplas consultas [sobre a situação no Afeganistão] tanto no país como no exterior", e que os resultados "serão compartilhados com o público em breve".

    Ghani manifestou a esperança de que a comunidade internacional "apoie" os esforços de Cabul para acabar com a violência.

    Tal declaração do presidente afegão chega após o Talibã anunciar hoje (14) a captura de Sharana, capital da província de Paktika, no sudeste do país. Zabihullah Mujahid, porta-voz do grupo insurgente, declarou que o prédio da administração do governador, a sede da polícia e outros edifícios públicos da cidade estão agora sob controle do Talibã.

    Na sexta-feira (13), o Talibã informou que tinha capturado a capital da província de Logar, Pol-e Alam, localizada a 50 quilômetros da capital do país, Cabul.

    O Talibã invadiu prisão de Paktika e libertou seus prisioneiros.

    Todos estes acontecimentos se seguiram aos apelos do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que instou o grupo a parar com sua ofensiva e se sentar à mesa para negociar com as autoridades do Afeganistão.

    "Exorto o Talibã a parar imediatamente com a ofensiva e negociar de boa fé no interesse do Afeganistão e de seu povo", disse Guterres em uma declaração na sexta-feira (13).

    Porém, Ashraf Ghani não está confiante em que isso venha a acontecer, sendo que no final de julho disse que o Talibã "não tem vontade de paz nem de construção do país [...] Nós queremos a paz, mas eles querem que nos rendamos".

    Mais:

    FOTOS mostram suposto 'drone iraniano' abatido pelo Talibã no Afeganistão
    EUA vão enviar 3 mil soldados ao Afeganistão para evacuar embaixada, diz Pentágono
    Talibãs teriam capturado Kandahar após fuga do Exército, treinado por EUA e OTAN, segundo MRE russo
    Tags:
    Afeganistão, Talibã, Ashraf Ghani, ofensiva, conflito, António Guterres, ONU
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar