14:14 04 Agosto 2021
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    O Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) anunciou que se opõe à instalação de militares da Turquia no território afegão, já que isso viola a soberania do Estado.

    Anteriormente, o ministro da Defesa da Turquia, Hulusi Akar, afirmou que Ancara se propôs a assegurar a proteção do aeroporto de Cabul após a retirada de tropas norte-americanas, se em troca for cumprida uma série de condições. Mais tarde ele informou que a decisão final ainda não foi tomada e que negociações com os Estados Unidos e o Afeganistão estão em andamento.

    "A decisão da Turquia é precipitada, isso é violação de nossa soberania, da integridade territorial, e contradiz nossos interesses nacionais. O Emirado Islâmico [nome do sistema administrativo dos talibãs] condena veementemente esse passo da Turquia e considera que isso vai provocar problemas entre os povos da Turquia e do Afeganistão", conforme declaração dos talibãs.

    Nota-se que o Talibã vai qualificar a presença de militares estrangeiros de qualquer país como ocupação. Os talibãs avisaram Ancara que se as tropas turcas ficarem no solo afegão, eles vão enfrentar sua resistência e a responsabilidade pelas consequências ficará nos ombros "dos que interferem nos assuntos internos".

    "Nossa política não muda: nós procuramos relações positivas com todos os países em uma base de reciprocidade. Nós não interferimos nos assuntos internos dos outros e não vamos permitir que ninguém interfira nos nossos", anunciou o movimento.

    Em junho, o conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos EUA, Jake Sullivan, anunciou que a Turquia planeja manter a segurança do aeroporto de Cabul após a saída dos EUA do Afeganistão. De acordo com suas palavras, isso foi discutido pelos presidentes dos dois países, Joe Biden e Recep Tayyip Erdogan.

    O representante especial do presidente russo no Afeganistão, o diretor do segundo departamento da Ásia no MRE russo, Zamir Kabulov, declarou que os correspondentes planos da Turquia violam os compromissos com os talibãs.

    Em 8 de julho, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que os EUA vão terminar a retirada das tropas do Afeganistão até 31 de agosto. Anteriormente, a Casa Branca tinha estipulado que as forças norte-americanas deixariam o país até 11 de setembro. No momento, no país permanecem menos de 10.000 militares de países-membros da OTAN e parceiros da aliança, incluindo 2,5 mil americanos. Sua tarefa principal é a instrução e preparação das forças de segurança afegãs.

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    Tags:
    Turquia, militares, Afeganistão, Talibã
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