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    A recente escalada de confrontos entre Israel e Hamas teve início na noite de 11 de maio e matou mais 250 pessoas, a maioria palestinos. Um cessar-fogo entrou em vigor na sexta-feira (21).

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (25) que Israel responderá de forma "muito poderosa" se o movimento palestino Hamas violar o cessar-fogo.

    "Se o Hamas quebrar a calma e atacar Israel, nossa resposta será muito poderosa", disse Netanyahu durante uma coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.

    Netanyahu comentou uma declaração recente do presidente dos EUA sobre a paz formal entre Israel e palestinos.

    "O presidente Biden estava absolutamente correto quando disse 'você não terá paz até que Israel seja reconhecido como um estado judeu independente'. Essa é a chave, eu não poderia concordo mais com o presidente Biden [...]. Temos objetivos comuns de paz, segurança e prosperidade."

    O primeiro-ministro de Israel agradeceu ainda ao presidente dos EUA por sua condenação a recentes atos antissemitas.

    "Obrigado a você [Blinken] e ao presidente [Biden] por suas fortes declarações contra o antissemitismo [...]. [É] disfarçado de antissionista, mas é antissemitismo e você assumiu uma posição ousada, uma posição clara, e nós apreciamos isso. Acho que todas as pessoas decentes em todos os lugares apreciam essa postura", concluiu Netanyahu.

    O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu gesticula enquanto fala durante entrevista em Tel Aviv, Israel
    © AP Photo / Sebastian Scheiner
    O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu gesticula enquanto fala durante entrevista em Tel Aviv, Israel

    Reconstrução de Gaza

    Blinken, por sua vez, afirmou que os EUA vão buscar apoio internacional para a reconstrução de Gaza e que Washington fará sua própria contribuição.

    "Sabemos que, para prevenir um retorno da violência, temos que usar o espaço criado para abordar um conjunto maior de questões e desafios subjacentes. E isso começa com o enfrentamento da situação humanitária em Gaza e com o início da reconstrução", afirmou o secretário de Estado dos EUA, que garantiu que o Hamas não se beneficiaria da assistência.

    Blinken acrescentou que os EUA "trabalharão para reunir apoio internacional em torno desse esforço" e fazendo suas "próprias contribuições significativas ".

    O secretário de Estado norte-americano reafirmou ainda o compromisso dos EUA de fortalecer a segurança de Israel e que Washington apoia o direito de Tel Aviv de se defender contra ataques.

    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, ao desembarcar em Tel Aviv, 25 de maio de 2021
    © AFP 2021 / ALEX BRANDON
    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, ao desembarcar em Tel Aviv, 25 de maio de 2021

    Conflito Israel-Palestina

    A recente escalada de confrontos entre Israel e Hamas teve início na noite de 11 de maio e matou mais 250 pessoas, a maioria palestinos. Na sexta-feira (21), o Egito e o Qatar mediaram um cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

    Blinken chegou a Israel nesta terça-feira (25) e é o oficial norte-americano de mais alta patente a visitar a região desde que Joe Biden assumiu o cargo.

    O secretário de Estado norte-americano não se encontrará com Hamas, que não reconhece o direito de Israel de existir.

    Em vez disso, Blinken irá para Ramallah, cidade palestina na Cisjordânia, para se encontrar com o presidente palestino Mahmoud Abbas.

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    Tags:
    EUA, Palestina, Gaza, Hamas, Israel, Antony Blinken, Benjamin Netanyahu
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