20:47 23 Junho 2021
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    Washington decide impor sanções e restringir vistos de oficiais da Etiópia que estejam ajudando a perpetuar o confronto na região. O país é o maior destinatário de ajuda financeira dos EUA no continente africano.

    Nesta segunda-feira (24), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, comunicou através do seu Twitter que Washington está, a partir de hoje, definindo medidas para impor restrições de vistos para quem está ajudando a persistir o conflito na Etiópia.

    Temos repetidamente expressado nossas graves preocupações sobre as contínuas violações e abusos dos direitos humanos na região de Tigré, na Etiópia. A partir de hoje, estamos tomando medidas para impor restrições de visto àqueles que acreditamos serem responsáveis ​​por perpetrar o conflito.

    O governo norte-americano também vai aplicar sanções econômicas abrangentes ao país pelos supostos abusos dos direitos humanos durante o conflito na região, segundo a Bloomberg.

    As sanções afetarão principalmente o financiamento para apoiar o orçamento da Etiópia e incluirão um pedido para que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) retenham o financiamento, disseram pessoas familiarizadas com o assunto no sábado (22), de acordo com a mídia.

    "[…] Os EUA têm preocupações cada vez maiores sobre a crise em curso na região de Tigré na Etiópia […]. Apesar do envolvimento diplomático significativo, as partes no conflito não tomaram medidas significativas para encerrar as hostilidades ou buscar uma solução pacífica para a crise política", disse o secretário de Estado em um comunicado citado pela Bloomberg.

    A restrição de vistos para oficiais do governo e militares da Etiópia também será estendida a pessoas do seu país vizinho, a Eritreia, que apoia com tropas o governo etíope.

    Em novembro de 2020, milhares de habitantes foram mortos e cerca de dois milhões de pessoas foram forçadas a deixarem suas casas em Tigré depois que eclodiu o conflito entre a Frente de Libertação do Povo de Tigré (TPLF, na sigla em inglês) e os militares etíopes. Para ajudar os militares no combate, tropas da região vizinha, Amhara, e da Eritreia entraram na guerra para apoiar o governo.

    Etíopes que fugiram dos combates na região de Tigré são vistos no rio Tekeze, na fronteira entre o Sudão e a Etiópia, no estado de Kassala oriental, Sudão em 14 de novembro de 2020
    © REUTERS / El Tayeb Siddig
    Etíopes que fugiram dos combates na região de Tigré são vistos no rio Tekeze, na fronteira entre o Sudão e a Etiópia, no estado de Kassala oriental, Sudão em 14 de novembro de 2020

    De acordo com a Reuters, Redwan Hussein, chefe da Força-Tarefa do Governo Etíope em Tigré, disse que o governo emitirá um comunicado em breve sobre a decisão dos Estados Unidos. O ministro da Informação da Eritreia, Yemane Gebremeskel, não retornou ligações e mensagens pedindo comentários por parte da mídia.

    A Etiópia, liderada pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed, é o maior destinatário da ajuda externa dos EUA na África, e recebeu cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) no ano passado do país norte-americano.

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    Tags:
    direitos humanos, Eritreia, EUA, Etiópia
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