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    Em visita ao país saudita, principal representante militar dos EUA no Oriente Médio diz que mesmo com menor número de tropas, Washington não vai deixar de dar apoio aos "amigos sauditas" contra os enviados do Irã, os houthis.

    Neste domingo (23), o chefe do Comando Central dos EUA (USCENTCOM, na sigla em inglês), general Kenneth F. McKenzie Jr., visitou a Arábia Saudita para algumas reuniões, e disse que o país está buscando maior cooperação norte-americana no combate ao Irã, segundo a ABC News.

    "Acho que eles querem garantias de que serão ajudados se forem atacados pelo Irã, e querem ajuda contra os ataques contínuos [...]. Acredito que nossa postura na região evitou um ataque estatal do Irã", disse McKenzie citado pela mídia.

    Para o general, a redução das tropas dos EUA em 2019 levou a um ciclo de escalada de provocações iranianas em território saudita, que, em sua visão, acontecem através de ataques dos houthis do Iêmen, e relata que nos últimos três meses, os rebeldes dispararam cerca de 100 mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones contra a Arábia Saudita.

    "Eles são representantes do Irã [os houthis], então [a Arábia Saudita] está sob constante bombardeio, sente que está sob ataque e está, de fato. [...] O país está sob constante bombardeio do Iêmen, com uma variedade de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e pequenos drones com os quais está muito preocupado. Queremos ajudar com isso", disse o general.

    McKenzie também citou a ligação dos sistemas de defesa aérea Patriot norte-americano, que forneceria um sistema de alerta antecipado aprimorado caso o Irã lance um ataque com mísseis em Riad. O general disse que maximizar o uso desses equipamentos ajuda os EUA a responderem de forma mais rápida a qualquer ataque em solo saudita.

    "O que eu afirmei hoje e continuamos a fazê-lo o tempo todo é […] maximizar o uso das mais de 20 baterias Patriot que a Arábia Saudita tem interoperáveis ​​conosco, maximizando essas capacidades, de modo que, se ocorrerem problemas, certamente possamos voltar muito rapidamente para ajudar nossos amigos sauditas", disse o general.

    A preocupação de Riad em manter firme a cooperação com os EUA acontece pela observação da mudança de foco do país norte-americano para a região asiática com o intuito de combater a China e a Rússia. Na interpretação saudita, tal ação poderia a deixar sua segurança mais "descoberta". 

    Soldado da 378ª Asa Expedicionária da Força Aérea dos EUA treina integrantes da Polícia Real da Força Aérea Saudita, no uso de equipamentos de combate a drones, em base aérea perto de Riad, na Arábia Saudita, 21 de janeiro de 2021
    © AP Photo / Senior Airman Leala Marquez
    Soldado da 378ª Asa Expedicionária da Força Aérea dos EUA treina integrantes da Polícia Real da Força Aérea Saudita, no uso de equipamentos de combate a drones, em base aérea perto de Riad, na Arábia Saudita, 21 de janeiro de 2021

    Porém, McKenzie afirma que mesmo com a redução de tropas, ele não estaria muito preocupado com essa possibilidade, pois os EUA garantirão não só uma presença como um auxílio de todo seu governo.

    "Acho que ainda teremos uma presença aqui […]. E não é necessariamente apenas um navio ou um submarino ou apenas um porta-aviões, é toda a abordagem do governo dos EUA", disse o general.

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    Tags:
    Oriente Médio, Patriot, EUA, Arábia Saudita
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