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    O governo iraniano pediu repetidamente à administração do presidente norte-americano Joe Biden que cumprisse a lei e voltasse a honrar seus compromissos.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, aconselhou a administração do presidente norte-americano Joe Biden a abandonar a política do seu antecessor, Donald Trump, e cumprir a obrigação legal de suspender as sanções contra Teerã e liberar os bens congelados dos cidadãos da República Islâmica.

    Em uma publicação nesta segunda-feira (24) na rede social Twitter, Zarif deixou claro para o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que suspender as sanções contra o Irã impostas por Trump é uma "obrigação legal e moral".

    Levantar as sanções de Trump, Blinken, é uma obrigação legal e moral. NÃO uma alavanca de negociação. Não funcionou para Trump, não funcionará para você. Libere os bilhões de dólares do povo iraniano que estão mantidos reféns no exterior devido ao bullying dos EUA. O legado de Trump já passou da data de validade. Largue isso, presidente [Biden].

    O governo iraniano pediu repetidamente à administração Biden que aprendesse as lições da inutilidade das sanções contra a República Islâmica, cumprisse a lei e voltasse a honrar seus compromissos.

    No início de maio, EUA e o Irã afirmaram que pretendiam trocar cidadãos detidos e descongelar cerca de US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 37,5 bilhões) de ativos iranianos congelados.

    Acordo nuclear

    A troca de cidadãos detidos e o descongelamento de ativos iranianos fazem parte das negociações para o restabelecimento total do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês).

    Enrique Mora, vice-secretário-geral do Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS, na sigla em inglês) e Abbas Araghchi, negociador do Ministério das Relações Exteriores do Irã, aguardam o início da reunião da Comissão Mista do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) em Viena, Áustria, 17 de abril de 2021
    © REUTERS / Delegação da União Europeia em Viena, Áustria / Handout
    Enrique Mora, vice-secretário-geral do Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS, na sigla em inglês) e Abbas Araghchi, negociador do Ministério das Relações Exteriores do Irã, aguardam o início da reunião da Comissão Mista do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) em Viena, Áustria, 17 de abril de 2021

    Assinado pelo Irã em 2015 em conjunto com a China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, EUA, Alemanha e União Europeia, o JCPOA exigia que o Irã reduzisse seu programa nuclear e as reservas de urânio em troca de alívio das sanções, incluindo a suspensão do embargo de armas cinco anos após a adoção do acordo.

    O acordo nuclear foi rompido unilateralmente pela administração norte-americana de Donald Trump em 2018, e logo em seguida os EUA impuseram novas sanções à República Islâmica. Como resultado, em 2019 o país persa começou a abandonar gradualmente os termos do acordo.

    Teerã garante que vai regressar imediatamente ao cumprimento pleno do acordo nuclear assim que as sanções ao país sejam retiradas.

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    Tags:
    acordo nuclear, sanções econômicas, sanções, eua, Donald Trump, Joe Biden, Antony Blinken, Mohammad Javad Zarif, Irã
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