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    Autoridades dos EUA dizem estar atuando para conseguir um cessar-fogo na região, mas ainda não informaram que ações foram tomadas desde que a última onda de violência começou na região.

    Diplomatas norte-americanos já disseram que vetariam o último projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU, apresentado pela França, que pede o fim imediato das hostilidades entre Tel Aviv e os combatentes palestinos, insistindo que a resolução "minará" os esforços para chegar a um cessar-fogo.

    Proposto por Paris nesta quarta-feira (19), o projeto de resolução expressa "grande preocupação com a escalada de violência" em Gaza, pedindo o fim dos combates, enquanto condena todos os ataques a civis, incluindo "disparos indiscriminados de foguetes contra áreas civis", sem citar qualquer parte pelo nome.

    O projeto de resolução francesa na ONU sobre Israel e Palestina "exige a cessação imediata das hostilidades".

    A proposta também pede uma solução pacífica de longo prazo para o conflito israelo-palestino, reiterando o apoio a uma solução de dois Estados, com a criação de um Estado palestino que inclua Gaza e a Cisjordânia - que estão atualmente sob bloqueio israelense e ocupação militar, respectivamente - e Jerusalém Oriental como sua capital.

    No entanto, Washington, um aliado próximo de Tel Aviv, rejeitou rapidamente o projeto francês, com um porta-voz da missão americana da ONU dizendo que os EUA estariam fazendo esforços em uma outra direção.

    "Estamos focados em intensos esforços diplomáticos em andamento para pôr fim à violência" e "não apoiaremos ações que acreditamos minar os esforços para diminuir a escalada". Ainda assim, os EUA não entraram em detalhes sobre como a resolução impediria o trabalho em direção a um cessar-fogo.

    A resolução exige nove votos a favor para ser aprovada no Conselho de Segurança (15 membros), enquanto um veto da França, Rússia, China, Reino Unido ou EUA pode anular a proposta.

    A declaração americana ecoou comentários anteriores da missão dos EUA, que tem repetidamente bloqueado os esforços para aprovar uma declaração conjunta do Conselho de Segurança condenando a violência. Segundo um relatório obtido pelo Politico, Washington teria ajudado a evitar uma invasão israelense e teria facilitado negociações com mediadores egípcios.

    O presidente dos EUA, Joe Biden, endossou o "direito à autodefesa" de Israel várias vezes durante a atual crise, falando pouco sobre as baixas civis infligidas pelos militares israelenses. No entanto, durante uma ligação com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o presidente disse que espera "uma desaceleração significativa hoje [quarta-feira, 19] no caminho para um cessar-fogo". Biden reforçou comentários anteriores que apenas expressaram "apoio" para o fim dos combates .

    O apelo pareceu ter pouco efeito sobre Netanyahu, que agradeceu a Biden por apoiar o "direito de autodefesa" de Israel, sem fazer nenhuma menção à exigência do presidente de um cessar-fogo, ao mesmo tempo que disse estar "determinado" a continuar a operação militar em Gaza.

    Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fala durante briefing com embaixadores em uma base militar em Tel Aviv, Israel, 19 de maio de 2021
    © REUTERS / Sebastian Scheiner
    Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fala durante briefing com embaixadores em uma base militar em Tel Aviv, Israel, 19 de maio de 2021

    Os combates entre Tel Aviv e militantes palestinos já duram mais de uma semana, com as Forças de Defesa de Israel (FDI) já tendo lançado cerca de 200 mísseis. Os militares disseram ter bombardeado locais em Shejaiya, Beit Hanoun, Jabalya, Khan Yunis e Rafa (na Faixa de Gaza), bem como a cidade de Nazaré, alvejando alvos terroristas, instalações de lançamento de foguetes e casas de comandantes do Hamas.

    Pelo menos 219 palestinos foram mortos desde o início dos combates na semana passada, incluindo 64 crianças, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, com mais de 1.500 feridos nos ataques israelenses e devido a foguetes descontrolados do Hamas. As autoridades israelenses dizem que 12 de seus cidadãos morreram, entre eles duas crianças e um soldado.

    Além disso, cerca de 450 edifícios em Gaza foram destruídos ou severamente danificados em ataques aéreos israelenses, incluindo blocos de apartamentos e escritórios de mídia, bem como seis hospitais, nove clínicas de saúde e o local de vacinação e testes de coronavírus da região, de acordo com a ONU.

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    Tags:
    cessar-fogo, EUA, França, ONU, confronto, Gaza, Palestina, Israel
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