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    Governo israelense diz que não vai tolerar ataques ao seu território e recomenda que ninguém desafie o Estado judeu para não encontrar um "punho de ferro".

    Nesta segunda-feira (10), durante cerimônia em comemoração ao Dia de Jerusalém, Netanyahu declarou que quem atacar Israel pagará um preço alto, e que Tel Aviv "responderá com grande força" em um confronto que "pode continuar por algum tempo", segundo o The Jerusalem Post.

    "Israel não tolerará ataques ao nosso território, nossa capital, nossos cidadãos e nossos soldados. Estamos lutando em várias frentes: Jerusalém, Gaza e outros lugares. Os grupos terroristas em Gaza cruzaram uma linha vermelha na véspera do Dia de Jerusalém e nos atacaram com foguetes nos arredores da cidade", disse o primeiro-ministro.

    O presidente israelense, Reuven Rivlin, também se pronunciou, afirmando que o Estado judeu não se curvará diante de qualquer tipo de ameaça.

    "[Israel] não se curvará diante de qualquer ameaça. Quem quer que tente testar nossa resiliência encontrará uma parede defensiva, um punho de ferro. Que ninguém desafie o poder letal de nossas forças. Não venham nos testar", declarou Rivlin citado pela mídia.

    As ruas de Jerusalém Oriental estão testemunhando um intenso conflito entre israelenses e palestinos durante toda semana, o qual se intensificou nos últimos dois dias, culminando no lançamento de 200 foguetes pelo movimento palestino, Hamas, enquanto Tel Aviv retaliou com 130 ataques contra posições do movimento na Faixa de Gaza.

    Até agora, pelo menos 24 palestinos, incluindo nove crianças, foram mortos, mais de 300 ficaram feridos e alguns foram presos. Do lado israelense, 27 pessoas ficaram feridas.

    A escalada de tensões vem crescendo entre os dois lados há quase duas semanas, quando o Hamas lançou foguetes a partir de Gaza para Israel no fim de abril, como resposta a repreensão policial nas ruas durante as comemorações palestinas do Ramadã.

    O conflito se elevou ainda mais na sexta-feira (7), no momento em que um tribunal israelense anunciou o despejo de 28 famílias palestinas de suas casas no bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, mais palestinos foram para as ruas protestar e, no domingo (9), a polícia israelense invadiu com balas de borracha e granadas de choque a mesquita de Al-Aqsa.

    Mulheres palestinas oram pelo fim dos conflitos em frente à mesquita de Al-Aqsa, conhecida pelos muçulmanos como Santuário Nobre e pelos judeus como Monte do Templo, em Jerusalém, 8 de maio de 2021
    © REUTERS / AMMAR AWAD
    Mulheres palestinas oram pelo fim dos conflitos em frente à mesquita de Al-Aqsa, conhecida pelos muçulmanos como Santuário Nobre e pelos judeus como Monte do Templo, em Jerusalém, 8 de maio de 2021
     Vários países se manifestaram sobre os conflitos, como a Turquia, que chamou o gerenciamento das políticas israelenses de uma forma de "terror". A Arábia Saudita e o Paquistão também condenaram a postura do Estado judeu. A Rússia, através de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, pediu o fim da escalada de tensões.

    Porém, Israel observa as manifestações internacionais como se incentivassem o cenário bélico instalado na região. O embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, acusou a comunidade internacional de encorajar a violência palestina por meio de suas recentes declarações pedindo moderação israelense, segundo o The Jerusalem Post.

    "A ONU, o Conselho de Segurança e outros países se recusaram a condenar inequivocamente o incitamento palestino e serviram apenas para encorajar os terroristas do Hamas que agora estão disparando foguetes contra Jerusalém e civis inocentes por todo Israel. Seus comentários ultrajantes foram destrutivos e inflamaram ainda mais as tensões", disse Erdan citado pela mídia. 

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    Tags:
    ataque, foguetes, faixa de gaza, Israel
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