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    As tropas devem deixar o território afegão até o próximo dia 11 de setembro, data que marcará 20 anos dos atentados do World Trade Center, que impulsionaram a entrada dos EUA em guerras no Oriente Médio e na Ásia Central.

    O Pentágono aumentou seus recursos militares no Oriente Médio, a fim de fortalecer a segurança da retirada do Afeganistão das forças da coalizão da OTAN, de acordo com reportagem da CNBC.

    Nesta semana, dois bombardeiros estratégicos B-52 chegaram à Base Aérea de Al Udeid, no Qatar, elevando para seis a quantidade de aeronaves para responder a um possível ataque do Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países). A implantação de um grupo de porta-aviões da Marinha na região e de uma dezena de caças F-18 também foi estendida.

    "Deixamos bem claro que proteger nossas forças e as forças de nossos aliados e parceiros quando eles também estão em processo de retirada é uma prioridade máxima", comentou o porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, John Kirby, na quarta-feira (5).
    John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA
    © AFP 2021 / MANDEL NGAN
    John Kirby, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA

    Kirby também explicou que o Comando Central, a unidade que supervisiona as operações dos EUA no Oriente Médio, continuará avaliando a necessidade de estender as capacidades militares na região ao longo do processo de retirada das tropas. O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou em 14 de abril a saída das tropas americanas do Afeganistão.

    "É hora de encerrar a guerra mais longa dos EUA. É hora de as tropas americanas voltarem para casa", declarou o presidente em seu discurso.

    O plano de Washington é retirar todo o pessoal, que atualmente soma 2.500 pessoas, até 11 de setembro deste ano, quando completará 20 anos dos atentados de 11 de setembro, que impulsionaram a entrada norte-americana em longas guerras no Oriente Médio e na Ásia Central.

    Cerimônia de entrega no Campo Anthonic, do Exército dos EUA para as Forças de Defesa do Afeganistão, na província de Helmand, Afeganistão, 2 de maio de 2021
    © REUTERS / Assessoria de imprensa do Ministério da Defesa
    Cerimônia de entrega no Campo Anthonic, do Exército dos EUA para as Forças de Defesa do Afeganistão, na província de Helmand, Afeganistão, 2 de maio de 2021

    O cronograma de retirada de Biden rompe com um prazo negociado no ano passado pela administração Trump com o Talibã. De acordo com esse acordo, todas as forças estrangeiras teriam que deixar o Afeganistão até 1º de maio.

    Desde a decisão de Biden de sair do país, os EUA removeram o equivalente a aproximadamente 60 cargueiros C-17 Globemaster do Afeganistão, de acordo com uma atualização do Comando Central. Mais de 1.300 equipamentos, que não serão deixados para os militares afegãos, também foram entregues à Agência de Logística de Defesa para destruição.

    Os EUA também entregaram oficialmente uma instalação aos militares afegãos. Até agora, o Comando Central estima que os EUA tenham concluído entre 2% e 6% do processo de retirada.

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    Tags:
    guerra, bombardeios, tropas, Oriente Médio, EUA, Afeganistão
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