13:36 01 Agosto 2021
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    A África do Sul revelou neste domingo (2) planos para proibir a criação de leões em cativeiro para a caça de troféus. A decisão foi uma resposta às recomendações de um estudo do governo sobre a prática.

    Após um estudo do governo sul-africano ter analisado as regras que regem a caça, o comércio e a manutenção em cativeiro de leões, elefantes, rinocerontes e leopardos, a ministra do Meio Ambiente, Barbara Creecy, disse em uma entrevista coletiva que a "domesticação de leões por meio da criação e manutenção em cativeiro" deve ser suspensa.

    "Não queremos reprodução em cativeiro, caça em cativeiro, carinho em cativeiro (com filhotes), ou uso de leões em cativeiro", disse a ministra.

    A decisão, embora não tenha sido formulada em lei, colocará o governo em rota de colisão com a indústria multimilionária da criação de leões em cativeiro. Neste sentido, a ministra avisou: "A caça legalmente regulamentada das espécies icônicas no ambiente regulatório continuará a ser permitida", disse ela.

    Leões que estavam em circos na América Latina caminham dentro de um recinto no santuário Emoya Big Cat, em Vaalwater, África do Sul. Cerca de 33 leões foram resgatados de vários circos no Peru e na Colômbia e realocados para viver no local.
    © AP Photo / Themba Hadebe
    Leões que estavam em circos na América Latina caminham dentro de um recinto no santuário Emoya Big Cat, em Vaalwater, África do Sul. Cerca de 33 leões foram resgatados de vários circos no Peru e na Colômbia e realocados para viver no local
    O estudo encomendado pelo governo da África do Sul pediu o fim da "interação dos turistas com leões em cativeiro, incluindo carinho de filhotes".

    Uma publicação do South China Morning Post relembra que a prática de caçar leões criados em cativeiro é controversa há muito tempo na África do Sul, onde um grande número de animais é confinado em currais com cercas elétricas.

    Campanhas para proibir a importação de troféus de leões ganharam força nos últimos anos nos Estados Unidos, Austrália e vários países europeus. O governo sul-africano reconhece que a indústria do turismo é suscetível a percepções negativas.

    "A intenção aqui é garantir que aqueles que estão interessados ​​na caça autêntica da vida selvagem" tenham essa experiência, e "não cacem animais que foram tirados da gaiola", disse ela.

    A África do Sul tem entre 8.000 e 12.000 leões em cerca de 350 fazendas, onde são criados para caça, turismo e pesquisa acadêmica, de acordo com uma estimativa do estudo citado pela ministra Bárbara Creecy.

    O painel também recomendou a eliminação gradual da criação de rinocerontes em cativeiro e um exame do uso futuro dos estoques de chifres de rinoceronte. Lar de cerca de 80% da população mundial destes animais, a África do Sul sofre com caçadores ilegais, ao passo que mantém mais de 300 criadores particulares de rinocerontes.

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    Tags:
    defesa dos animais, animais, selva, leão, cativeiro, caça, África do Sul
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