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    Eli Cohen, ministro da Inteligência israelense, qualificou o pacto nuclear com o Irã de "mau acordo", advertindo que Israel está disposto a tomar medidas militares para impedir o Irã de obter armas nucleares.

    "Um mau acordo lançará a região em uma espiral de guerra", afirmou Cohen relativamente ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), em entrevista à agência Reuters, acrescentando que "quem quer que esteja buscando benefícios a curto prazo deve estar estar consciente a longo prazo".

    "Israel não permitirá que o Irã obtenha arma nucleares. O Irã não tem imunidade em lugar algum. Nossos aviões podem chegar a qualquer lugar do Oriente Médio - e certamente ao Irã", afirmou o ministro israelense.

    Cohen sugeriu ainda que, além de impedir o Irã de expandir sua capacidade de enriquecimento de urânio e desenvolvimento de mísseis, os EUA e outras potências deveriam forçá-lo a parar de "desestabilizar outros países" e financiar grupos militantes.

    No Irã, mísseis da divisão naval do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica são exibidos, em 15 de março de 2021
    © REUTERS / IRGC / Wana News Agency
    No Irã, mísseis da divisão naval do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica são exibidos, em 15 de março de 2021

    Os comentários de Cohen surgem após informações segundo as quais os negociadores dos EUA estariam preparados para fazer concessões no impasse diplomático com Teerã, considerando uma "redução quase total" das sanções impostas durante a anterior administração de Trump, que se retirou do pacto nuclear JCPOA.

    A mudança de atitude na política americana surge após meses de exigências dos EUA para que o Irã reduza significativamente suas atividades de enriquecimento nuclear antes de Washington cancelar as sanções.

    Teerã, por sua vez, defende que os EUA devem ser os primeiros a cancelar as sanções para que a República Islâmica concorde em voltar a observar seus compromissos no âmbito do acordo.

    Autoridades norte-americanos e israelenses se reuniram recentemente na embaixada de Israel em Washington DC, tendo chegado a acordo de criar uma frente unida a fim de conter o avanço militar do Irã.

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    Tags:
    enriquecimento de urânio, EUA, Irã, armas nucleares, tensão militar, Oriente Médio
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