05:21 12 Maio 2021
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    4190
    Nos siga no

    Irã deu início ao enriquecimento de urânio a 60% para demonstrar suas capacidades técnicas, após a "sabotagem terrorista" que ocasionou explosão na usina nuclear de Natanz.

    Em 11 de abril, a instalação de enriquecimento de urânio de Natanz – a principal da República Islâmica - foi atingida por uma explosão alegadamente planejada por forças secretas israelenses, segundos as mídias israelense e norte-americana.

    Agora, a nação persa demonstrou que não ficou intimidada. Segundo o porta-voz do governo iraniano, Ali Rabiei, "o início do enriquecimento de urânio a 60% em Natanz foi uma demonstração de nossa capacidade técnica de responder à sabotagem terrorista a estas instalações", citado pela agência Reuters.

    Esta porcentagem se aproxima do suficiente requerido para a criação de armas nucleares (85% ou mais), contudo, Teerã continua negando que tenciona fabricá-las.

    Porém, o porta-voz iraniano assegurou que "esta medida pode ser rapidamente invertida mediante o regresso aos níveis definidos no acordo nuclear, se os outros membros [do acordo nuclear] cumprirem suas obrigações", citado pela mídia.

    Esta situação poderia causar novos atritos e recuos nas conversações entre o Irã e os restantes membros do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), especialmente com os EUA.

    De igual modo, o enriquecimento de urânio a 60% deverá pesar sobre as preocupações de Israel que, por sua vez, acusa a República Islâmica de desestabilizar o Oriente Médio, e garante que não permitirá que Teerã consiga obter armas nucleares.

    Mais:

    Israel está preocupado com EUA querendo 'retornar ao acordo nuclear a qualquer custo'
    Irã revela novos 'sistemas de defesa avançados' no Dia do Exército Nacional (FOTOS)
    FOTO de satélite flagra novos edifícios de 'elaboração de mísseis' em complexo militar do Irã
    Tags:
    Oriente Médio, armas nucleares, urânio enriquecido, Natanz, Irã
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar