10:53 13 Abril 2021
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    Washington esclarece sua posição após relatório sobre direitos humanos fazer referência à região e demonstra, mais uma vez, sua intenção em formar dois Estados distintos entre israelenses e palestinos.

    Na quarta-feira (31), após publicação do Relatório Anual de Direitos Humanos 2020 do Departamento de Estado dos EUA, no qual há referência sobre a questão Israel-Cisjordânia, o porta-voz do departamento, Ned Price, confirmou que o governo norte-americano vê o controle de Israel sobre a região como sendo, de fato, uma "ocupação", segundo o The Jerusalem Post.

    "É um fato histórico que Israel ocupou a Cisjordânia, Faixa de Gaza e as Colinas de Golã depois da guerra de 1967. O Relatório de Direitos Humanos de 2020 usa o termo 'ocupação' no contexto da situação atual da Cisjordânia sim, e esta tem sido a posição de longa data das administrações anteriores de ambos os partidos ao longo de muitas décadas", disse o porta-voz em coletiva de imprensa citado pela mídia.

    Entretanto, o documento divulgado na terça-feira (30), manteve Jerusalém como sendo a capital de Israel, assim como a soberania israelense sobre as Colinas de Golã.

    Israel argumenta que a Cisjordânia não atende ao padrão de território ocupado por ter capturado a área da Jordânia, cuja soberania em 1967 não foi reconhecida legalmente, e assim, ela própria foi considerada como ocupante.

    Assentamento judaico de Eli, perto da vila de Qariout, na Cisjordânia, um dos muitos assentamentos israelenses em território palestino (foto de arquivo)
    © AP Photo / Dan Balilty
    Assentamento judaico de Eli, perto da vila de Qariout, na Cisjordânia, um dos muitos assentamentos israelenses em território palestino (foto de arquivo)

    As Nações Unidas afirmam que os assentamentos israelenses são ilegais e que a Cisjordânia é território palestino ocupado.

    O governo Biden ainda não esclareceu sua posição sobre os acordos, embora se presuma que apoie uma solução de dois Estados por declarações anteriormente feitas, segundo a mídia.

    Price também respondeu a outro repórter sobre os assentamentos israelenses, ao ser questionado se o governo norte-americano os via como sendo ilegais a partir do momento que a região é entendida como ocupada. Em resposta diplomática, o porta-voz disse que a posição dos EUA não mudou.

    "Nós - como vocês me ouviram dizer antes - continuamos a encorajar ambos os lados para evitarem ações que colocariam a solução de dois Estados ainda mais fora de alcance. Mais uma vez, nosso objetivo final aqui é facilitar - ajudar a concretizar - uma solução de dois Estados, porque é o melhor caminho para preservar a identidade de Israel como um Estado judeu e democrático, enquanto confere aos palestinos suas aspirações legítimas de soberania e dignidade em um Estado próprio", disse Price citado pela mídia.

    No dia 7 de março, o ministro israelense de Assuntos Comunitários e de Assentamentos, Tzachi Hanegbi, declarou a possibilidade de Israel anexar partes da Cisjordânia, ampliando sua administração em regiões da Judeia e Samaria.

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    Tags:
    EUA, conflito, Cisjordânia, Palestina, Israel
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