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    Os EUA aplicaram duras sanções econômicas ao Irã depois que Donald Trump, ex-presidente do país, abandonou o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), ou acordo nuclear, em 2018.

    O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, falou no sábado (27) sobre como Teerã enfrenta as novas sanções impostas ao país pelos Estados Unidos.

    Tem duas formas de enfrentar as sanções. Uma é pedindo aos sancionadores que levantem as sanções. Eles colocarão algumas exigências arrogantes sobre a mesa, dizendo que você deve fazer isso e em troca, levantaremos algumas das sanções. Esta opção é na verdade o caminho que leva à humilhação e ao atraso.

    A segunda maneira é usar as forças internas para produzir produtos sancionados. Quando eles veem um produto ser feito internamente, ficam agitados, pois lucram com a comercialização desse produto. Isto leva à remoção ou à inutilidade das sanções. A nação iraniana escolheu a segunda via.

    Em um outro tweet, o chefe de Estado iraniano denunciou os EUA por sancionarem "a compra de medicamentos e alimentos".

    "Mas as sanções podem se transformar em oportunidades, confiando nas forças internas, graças a Deus conseguimos ser independentes e autossuficientes", observou Khamenei.

    Após em 2018 a administração Trump ter abandonado o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), assinado em 2015, as relações entre Teerã e Washington se deterioraram, com os EUA voltando a impor duras sanções econômicas ao Irã, particularmente no setor petrolífero.

    A nova administração Biden, no entanto, manifestou sua intenção de renovar o acordo nuclear, que prevê a limitação do programa nuclear iraniano em troca de alívio das sanções.

    Apesar de relatos de que os EUA agora podem estar suavizando sua posição sobre a questão, Teerã exige que Washington dê o primeiro passo, cancelando as sanções.

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    Tags:
    JCPOA, Plano de Ação Conjunto Global, Twitter, Aiatolá Ali Khamenei, EUA, Irã
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