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    O acordo nuclear de 2015 tem sido um assunto de discórdia e tensão entre o Irã e os EUA, sendo que as nações ainda não chegaram a algum tipo de acordo para futuras negociações do mesmo.

    A diminuição do programa nuclear iraniano em troca do alívio de sanções por parte de Washington, conforme estipulado no Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) de 2015, deixou de ter efeito em maio de 2018, quando o ex-presidente Donald Trump retirou, unilateralmente, os EUA do acordo. Desde então, as tensões entre Washington e Teerã têm escalado exponencialmente.

    No entanto, com a chegada do democrata Joe Biden à presidência, os membros do acordo nuclear voltaram a ter esperança que os EUA pudessem voltar à mesa de conversações com o Irã, cujo melhor resultado seria o regresso ao acordo de 2015. Teerã seria, em princípio, favorável a essa possibilidade, desde que os EUA dessem o primeiro passo para o início das negociações. Apesar de tal condição ter sido recebida de forma negativa, um responsável oficial americano, em anonimato, contou à agência Reuters que isso talvez não seja um problema tão grande assim.

    Nesta sexta-feira (26), essa mesma fonte anônima teria comentado que, mesmo que Washington ainda não tenha definido se vai avançar primeiro na reativação do acordo de 2015, no final não lhe faria diferença a "sequência" de seus passos. Em conclusão, "não importa quem vai primeiro", disse citado pela mídia.

    Contudo, esta suposta posição menos dura de Washington parece não ter efeito na posição de Teerã. O supremo líder da nação persa, Ali Khamenei, mantém que os EUA deverão dar o primeiro passo, aliviando as tensões sobre a República Islâmica, antes de a última voltar a se comprometer com o JCPOA.

    Parlamentares iranianos queimam papeis com a bandeira norte-americana e a cópia do acordo nuclear após a decisão de Trump de sair do acordo, em 9 de maio
    © AP Photo
    Parlamentares iranianos queimam papeis com a bandeira norte-americana e a cópia do acordo nuclear após a decisão de Trump de sair do acordo, em 9 de maio

    Perante tal afirmação, o funcionário americano salientou que o líder iraniano estaria, erradamente, pensando que Washington esperaria que o Irã voltasse ao acordo antes de os EUA fazerem algo na mesma direção.

    "Não é de todo nossa posição [exigir] que o Irã tenha de mostrar cumprimento total antes de nós fazermos alguma coisa […] Assim, se ambos concordarmos em passos mútuos, ou seja, nós faremos X, eles farão Y, a questão da sequência não será um problema. Não sei quem iria primeiro. Quero dizer nós podíamos – poderia ser simultâneo. Existem milhares de possibilidades, mas [...] posso dizer agora, se isto falhar, não vai ser por causa disso", afirmou citado pela Reuters.

    No final, a fonte estadunidense acrescentou que os EUA seriam “pragmáticos” sobre este assunto tão importante, mas também tão delicado.

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    Tags:
    tensão política, tensão nuclear, acordo nuclear, Irã, EUA
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