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    Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, acusa Israel de promover a "iranofobia" através das declarações do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

    Na quarta-feira (24), o Ministério das Relações Exteriores do Irã atacou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por chamar a atenção para as supostas ambições nucleares de Teerã, segundo o The Times of Israel.

    Em uma postagem no Twitter, Saeed Khatibzadeh, porta-voz do Ministério iraniano, disse que o premiê israelense estava furioso por "perder seu tolo na Casa Branca", indicando a amizade entre Netanyahu e o ex-presidente, Donald Trump. Em complemento, o porta-voz afirmou que Jerusalém recorre a "mentiras preconceituosas para invocar a iranofobia racista".

    Furioso por perder seu tolo na Casa Branca, Netanyahu recorre a mentiras preconceituosas para invocar a iranofobia racista. Deve doer muito que seus planos contra o Irã tenham dado em nada mais uma vez. Desde salvar judeus até se opor à ocupação, o Irã sempre lutou contra opressores. A história não mente.

    Em outros comentários relatados pela agência de notícias Fars, citada pela mídia, Khatibzadeh afirmou que Netanyahu está "irritado com o fracasso de suas conspirações contra o Irã e agora está procurando em vão demonizar o país".

    Na quinta-feira (25), o primeiro-ministro israelense afirmou que conversou com o presidente dos EUA, Joe Biden, e que fará o que for preciso para impedir um Irã com armas nucleares, independentemente de Washington entrar novamente no acordo nuclear com a República Islâmica, segundo a mídia.

    "Eu disse a ele, com ou sem um acordo, que minha obrigação como primeiro-ministro de Israel, como primeiro-ministro do Estado judeu, é prevenir a recorrência das coisas terríveis que foram feitas ao nosso povo. Há um regime cujo objetivo principal é nos destruir. Farei tudo o que puder, tudo ao meu alcance, para evitar que ele alcance armas nucleares", disse Netanyahu em uma entrevista com o Canal 13 citada pela mídia.

    Na verdade, o governo israelense tem enxergado a questão com descrédito, pois não acredita que seja através do acordo e diálogo que o Irã vai estacionar suas usinas e não desenvolver armas nucleares.

    A nova administração de Joe Biden está tentando entrar novamente no acordo nuclear, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), do qual o ex-presidente Donald Trump retirou unilateralmente os EUA em 2018.

    Embora a prioridade de Jerusalém seja a questão nuclear, há uma expectativa para que os EUA também exijam restrições ao programa de mísseis balísticos de Teerã e às agressões regionais. Israel teme que os EUA percam a influência que foi construída pelo regime de sanções de pressão máxima do governo Trump, uma vez que retornar ao antigo acordo, e assim, o Irã não estará disposto a negociar mais.

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    Tags:
    diplomacia, Plano de Ação Conjunto Global, Irã, israel
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