04:54 04 Março 2021
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    O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que Teerã poderia enriquecer urânio até 60% se precisasse disso.

    Na segunda-feira (22), o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, declarou no final da oitava sessão do quinto mandato da Assembleia de Peritos para a Liderança que o Irã poderia enriquecer urânio até 60% se o país precisasse disso. O Irã nunca cederia à pressão dos Estados Unidos sobre sua atividade nuclear, segundo a agência Tasmin.

    "O nível de enriquecimento de urânio não será limitado a 20%. Vamos aumentá-lo para qualquer nível que o país precise [...]. Podemos aumenta-lo até 60%", disse Khamenei.

    "Os norte-americanos e as partes europeias do acordo usaram uma linguagem injusta contra o Irã [...]. Teerã não cederá à pressão. Nossa postura não mudará", afirmou o líder supremo.

    Khamenei acrescentou que a República Islâmica do Irã nunca considerou a construção ou uso de armas nucleares, visto que isso é proibido em sua religião.

    "Se quiséssemos [...], ninguém poderia impedir Teerã de adquirir armas nucleares [...], mas o Irã não quer armas nucleares", declarou Khamenei.

    Em 4 de janeiro de 2021, Teerã anunciou que voltaria a enriquecer urânio a 20%, nível bem superior ao que foi estipulado pelo acordo nuclear conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), que limitava o indicador em 3,67%. Mas ainda é menor do que a taxa de 90%, que é considerada suficiente para produzir armamento nuclear.

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    Tags:
    urânio, arma nuclear, JCPOA, acordo nuclear, Irã
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