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    Na reunião internacional sobre a Síria que começa hoje (16) em Sochi, Rússia, serão discutidos os temas do terrorismo, retorno dos refugiados, libertação de prisioneiros e situação econômica síria.

    A reunião de três países do grupo de Astana (Rússia, Turquia e Irã) e de representantes da oposição e do governo sírios decorrerá até amanhã (17) na cidade de Sochi, sul da Rússia.

    As delegações da Rússia, Turquia e Irã, e também da oposição e do governo sírios, já chegaram a Sochi, informou o representante especial do presidente da Rússia para a Síria, Aleksandr Lavrentiev.

    "O que queremos alcançar na próxima reunião? Antes de mais, é preciso fazer um balanço, ver onde estamos agora, estabelecer linhas orientadoras reais e começar a implementá-las. Gostaria de salientar que pretendemos impulsionar não o 'processo de Astana', mas o processo da regularização síria", declarou Lavrentiev.

    A oposição síria deve assumir o controle da situação e libertar os territórios de grupos terroristas, disse ele.

    "Acho que o momento já chegou e que é hora de a oposição síria tentar tomar controle da situação em suas mãos e libertar esses territórios de organizações terroristas. Isso contribuiria bastante para a estabilização da situação não apenas na zona de desescalada de Idlib, mas em todo o território sírio", afirmou Lavrentiev.

    A situação na Síria nos últimos meses permanece "preocupante", no país estão sendo ativadas "células adormecidas" do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países). É preciso de fazer tudo para "evitar uma nova escalação do conflito armado", afirmou Lavrentiev.

    O representante especial sublinhou que o "formato de Astana" permanece "o único mecanismo que permite tomar decisões e encontrar caminhos para a solução da crise síria".

    Participantes da 15ª Reunião Internacional sobre Síria no formato Astana
    © Sputnik / Evgeny Biyatov
    Participantes da 15ª Reunião Internacional sobre Síria no formato Astana

    A reunião foi adiada algumas vezes devido à pandemia do coronavírus. Inicialmente, tinha sido marcada para setembro no Cazaquistão, mas não chegou a ser realizada por causa das restrições ligadas à COVID-19.

    Lavrentiev acrescentou que a delegação das Nações Unidas encabeçada pelo enviado especial para a Síria, Geir Pedersen, também já está em Sochi.

    "Além disso, chegaram as delegações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, e também do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Vieram igualmente os observadores da Jordânia, do Iraque e do Líbano", afirmou o representante especial russo.

    Os Estados Unidos se recusaram a assistir à reunião em Sochi como observadores, afirmou.

    "Também enviamos um convite aos nossos parceiros americanos para participarem da conferência, mas infelizmente, foi rejeitado. Atualmente, os norte-americanos estão ocupados com assuntos internos e, aparentemente, ainda não decidiram sua posição em relação à Síria", disse Lavrentiev aos jornalistas.

    O conflito na Síria continua desde 2011. No fim de 2017 foi declarada a vitória sob o grupo terrorista Daesh na Síria e Iraque. No entanto, em algumas regiões do país os combates contra grupos terroristas ainda continuam.

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    Tags:
    Rússia, Síria, reunião, Daesh, terrorismo, Turquia, Irã
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