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    Na sexta-feira (5), o Tribunal Penal Internacional (TPI) determinou ter jurisdição para abrir inquérito sobre alegados crimes de guerra cometidos por Israel na Cisjordânia, Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental.

    No entanto, segundo escreve o portal Axios, Tel Aviv pretende atrair "dezenas" de aliados para transmitir uma "mensagem discreta" à procuradora do Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensoud, a fim de pressioná-la a não prosseguir com a investigação de alegados crimes de guerra cometidos por Israel nos territórios ocupados.

    O portal citou dois funcionários israelenses que disseram que o Ministério das Relações Exteriores de Israel enviou no domingo (7) uma tabela de designação "Urgente" aos seus embaixadores em todo o mundo.

    Segundo as instruções de lobby, os diplomatas israelenses devem contatar os ministros das relações exteriores e chefes de governo para lhes pedir que emitam declarações oficiais de oposição à decisão do TPI.

    Jerusalém Oriental, território disputado por Israel e Palestina
    © REUTERS / Ammar Awad
    Jerusalém Oriental, território disputado por Israel e Palestina

    "Pedimos que [governos] enviem uma mensagem discreta à procuradora pedindo-lhe para não avançar com investigação e não dar a este caso uma alta prioridade", estaria escrito no documento enviado às embaixadas israelenses.

    "Vocês estão instruídos a informar aos mais altos funcionários do governo que o possível começo de investigação contra Israel vai criar uma crise contínua entre Israel e a Autoridade Palestina que impossibilitará qualquer progresso diplomático entre as partes", acrescenta a nota.

    No sábado (6), as Forças de Defesa de Israel chamaram a decisão do TPI de tendenciosa, e afirmaram que continuarão protegendo a segurança israelense e dos seus cidadãos, respeitando o direito nacional e internacional.

    O governo israelense rotulou a decisão do TPI como "antissemita". Até o momento, somente EUA e Austrália se opuseram oficialmente à decisão do tribunal.

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    Faixa de Gaza, Tribunal Penal Internacional (TPI), Cisjordânia, crime de guerra, Israel, Palestina
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