06:38 12 Maio 2021
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    4152
    Nos siga no

    No ano passado, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) detectaram rastros de substâncias radioativas nas amostras coletadas em duas instalações iranianas, informa The Wall Street Journal citando três diplomatas.

    No entanto, os diplomatas anunciaram que não sabem ao certo quais substâncias foram encontradas.

    Informa-se que a AIEA ainda não apresentou um relatório sobre suas descobertas aos Estados-membros. Neste momento, a agência está solicitando explicações do Irã quanto aos materiais detectados, o que é uma prática padrão nestes casos, segundo um dos interlocutores da mídia.

    Anteriormente, o representante oficial do governo iraniano Ali Rabiei anunciou o início do processo de enriquecimento de urânio a 20% no complexo nuclear subterrâneo de Fordow, em consequência de aprovação pelo parlamento de uma lei que prevê a produção anual de, pelo menos, 120 quilos de urânio enriquecido a 20%.

    Além disso, a lei implica a entrada em funcionamento em três meses de centrífugas de novas gerações: mil centrífugas IR-2M e pelo menos 174 centrífugas IR-6, com o aumento destas também para mil unidades em um ano.

    Entretanto, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) prevê apenas a utilização de centrífugas de primeira geração IR-1 e o enriquecimento de urânio ao nível de 3,67%.

    O JCPOA foi celebrado em 2015, mas não chegou a três anos de existência. Em 2018, a administração norte-americana de Donald Trump anunciou sua saída unilateral do JCPOA, alegando violação do acordo nuclear por parte do Irã, apesar de inspeções internacionais confirmarem o cumprimento por este país, e o retorno à política de "pressão máxima" contra a nação persa. Isso levou Teerã a aumentar gradualmente a produção de urânio enriquecido.

    Mais:

    Enriquecimento de urânio: ONU apela ao Irã por manutenção de acordo nuclear
    Moscou: decisão do Irã de enriquecer urânio em até 20% é desvio do acordo nuclear
    Irã pode 'facilmente' enriquecer urânio até 90%, mas estaria ponderando 'se há necessidade disso'
    Irã revela plano para instalar 1.000 centrífugas avançadas para enriquecimento de urânio em Natanz
    Tags:
    Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), resíduos radioativos, enriquecimento de urânio, urânio, Irã
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar