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    Teerã estaria desenvolvendo o seu programa nuclear, produzindo urânio enriquecido a 20% na usina subterrânea de Fordow, e ultrapassando o limite de 3,67% imposto pelo Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) de 2015.

    Parlamentar iraniano avisou que a República Islâmica vai expulsar os inspetores da Agência de Energia Atômica Internacional (AIEA) das instalações nucleares persas se as sanções americanas contra Teerã não forem canceladas.

    "De acordo com a lei, se os EUA não cancelarem as sanções financeiras, bancárias e petrolíferas até 21 de fevereiro, vamos definitivamente expulsar os inspetores da AIEA do Irã, e vamos finalizar completamente a implementação voluntária do Protocolo Adicional", declarou Ahmad Amirabadi Farahani, membro do Parlamento iraniano, citado pela agência Reuters.

    A decisão chega em concordância com a Medida Estratégica para Remoção de Sanções, adotada pelo Parlamento iraniano em novembro de modo a intensificar as atividades de investigação nuclear, após o assassinato do principal cientista nuclear iraniano, Mohsen Fakhrizadeh.

    Desde 2015 o Irã vem suspendendo seus compromissos com o acordo nuclear. Em 2018, Washington decidiu sair unilateralmente do acordo e impôs sanções contra Teerã.

    As autoridades iranianas pediram proteção aos signatários europeus das sanções unilaterais americanas, em meio às acusações dos EUA e Israel de que a República Islâmica estaria tentando criar armas nucleares.

    Ao mesmo tempo, o Irã afirmou que continuaria cumprindo o acordo nuclear de 2015 se as sanções fossem levantadas.

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    Tags:
    Acordo Nuclear Iraniano, sanções, energia nuclear, EUA, Irã
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