16:08 15 Janeiro 2021
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    O Irã advertiu a Coreia do Sul para não politizar a apreensão de seu navio no golfo Pérsico pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, avança a agência Reuters citando mídia estatal do país.

    Além disso Teerã continua pressionando Seul para que libere fundos pertencentes ao Irã no valor de US$ 7 bilhões (R$ 37,9 bilhões), congelados devido às sanções dos EUA.

    Choi Jong-kun, vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, chegou no domingo (10) ao Irã para discutir a liberação do petroleiro MT Hankuk Chemi, de bandeira sul-coreana, apreendido por militares iranianos no estreito de Ormuz há uma semana, relata a agência.

    O Irã negou as alegações de que a apreensão do petroleiro e da sua tripulação composta por 20 pessoas seja uma tomada de reféns, afirmando que é Seul que está mantendo os fundos do Irã como "reféns".

    O vice-chanceler da República Islâmica, Mohammad Abbas Araqchi disse ao vice-ministro sul-coreano que Seul "deveria abster-se de politizar a questão, de [fazer] propaganda infrutífera e permitir que o processo judicial prossiga".

    Destróier iraniano Jamaran no golfo Pérsico (foto de arquivo)
    © AFP 2020 / Ebrahim Nourozi
    Destróier iraniano Jamaran no golfo Pérsico (foto de arquivo)
    "Por cerca de dois anos e meio, os bancos congelaram os fundos do Irã. Isto não é aceitável. Em nossa opinião, isso se deve mais à falta de vontade política de Seul [de resolver o problema] do que às sanções dos EUA", disse Araqchi.

    Anteriormente, um porta-voz do governo do Irã afirmou que o navio foi apreendido com base em uma ordem judicial iraniana por "contaminação ambiental".

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    Tags:
    EUA, sanções econômicas, Coreia do Sul, Irã, Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz, petroleiro
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