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    COVID-19 no mundo no início de janeiro de 2021 (74)
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    Cerca de 10% a 20% dos israelenses estão infectados com a variante britânica do novo coronavírus, de acordo com o professor Nachman Ash, que faz parte do grupo de coordenação das ações contra a COVID-19 em Israel.

    Em uma entrevista neste domingo (10), Nachman Ash disse que a mutação britânica provavelmente se espalhou muito mais rapidamente pelo país do que se esperava, e pode afetar a rapidez com que Israel é capaz de sair da crise do coronavírus. As informações foram confirmadas pelo Jerusalem Post.

    "Antes da mutação entrar em cena, pensávamos em terminar logo o lockdown", disse Ash. Porém, segundo ele, "a mutação trouxe outra perspectiva, e agora temos que pensar como abrir a economia com isso em mente".

    ​Ele disse que ainda não existe um número mágico para a retomada das atividades, mas o Ministério da Saúde fará uma recomendação com base na taxa de infecção, enquanto adquire mais conhecimento sobre a mutação e o ritmo de vacinação tanto da população de alto risco quanto das massas.

    "Nossa estratégia é inocular as pessoas que correm maior risco, para que possamos abrir a economia mesmo que o número de infectados ainda não tenha diminuído", disse Ash no mesmo dia em que a pasta de Saúde em Israel notificou 5.047 novos casos do vírus, sendo 1.029 em estado grave, o maior número desde o início da pandemia.

    Em meio às más notícias, o cientista o lembrou que o país deve ver o impacto das primeiras vacinas nos próximos dias. Israel tornou-se nas últimas semanas líder mundial em vacinação contra a COVID-19.

    Homem usa máscara protetora durante surto de COVID-19 na cidade de Netanya, Israel, 14 de setembro de 2020
    © AP Photo / Ariel Schalit
    Homem usa máscara protetora durante surto de COVID-19 na cidade de Netanya, Israel, 14 de setembro de 2020

    Sobre a variante sul-africana, ele confirmou que o Ministério da Saúde descobriu quatro casos neste fim de semana. Ele disse que a pasta está trabalhando rápida e arduamente para conter a disseminação da variante, que até agora só foi detectada em duas cadeias de infecção relacionadas.

    Ash acrescentou que houve apenas dois pequenos estudos verificando se as vacinas Pfizer e Moderna funcionarão contra a mutação sul-africana. Um pequeno estudo foi preocupante, enquanto outro parecia ter resultados positivos. "Ainda não sabemos a resposta com certeza", concluiu Ash.

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    Tags:
    novo coronavírus, vírus, mutação, israel, COVID-19
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