00:48 16 Outubro 2021
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    O acordo nuclear não permite um nível de enriquecimento acima de 3,67%, mas a política hostil de Donald Trump contra o Irã levou Teerã a aumentá-lo, pelo menos, até 20%.

    A Organização de Energia Atômica do Irã (AIEA) afirmou que o país poderia "facilmente" enriquecer urânio até o nível de 90% para armas, se necessário.

    Citando uma lei aprovada em dezembro pelo Parlamento iraniano, a qual permite enriquecimento de urânio acima de 20%, o porta-voz da AIEA, Behrouz Kamalvandi, revelou que Teerã estava estudando "se há necessidade disso".

    "Fizemos tantos progressos que podemos facilmente produzir urânio enriquecido em qualquer nível, mesmo além deste nível de pureza [20%], até 40%, 60% e 90%", disse o porta-voz na quinta-feira (7) a repórteres.

    Ali Akbar Salehi, o responsável pelo programa nuclear iraniano, informou na terça-feira (5), que os cientistas iranianos começaram o enriquecimento de urânio até o nível de 20%, muito acima dos 4,5%, previamente atingidos pelo Irã, que por sua vez violavam o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) de 2015, ou acordo nuclear, que impunha um limite de 3,67%.

    A França, a Alemanha e o Reino Unido têm se oposto ao enriquecimento de urânio por parte do Irã em mais de 20%, e na terça-feira (5), a Rússia também declarou que um valor acima desse limite representa um desvio do JCPOA.

    Em 2018, a administração norte-americana de Donald Trump, anunciou que sairia do JCPOA, alegando violação do acordo nuclear por parte do Irã, apesar de inspeções internacionais que afirmavam seu cumprimento, e iniciando a política de "pressão máxima" contra o país iraniano. Isso levou Teerã a aumentar gradualmente a produção de urânio enriquecido.

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    Tags:
    Irã, Reino Unido, França, Alemanha, Donald Trump, Organização de Energia Atômica do Irã, Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), Behrouz Kamalvandi, Ali Akbar Salehi, Plano de Ação Conjunto Global, JCPOA, Rússia, EUA
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